Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

29
Jan 09

 

Há alguns dias atrás passou um programa que falava de transexuais. Uma mulher, casada, com filhos, que pretendia transformar-se em homem porque se sentiu sempre "no corpo errado". Várias dúvidas se me levantam, mas o tema para um post surgiu da audiência... Um homem convidado pelo programa, não sei se psicólogo, perguntava-lhe se ela não queria ser homem para "fugir" dos problemas relacionados com o ser mulher. Burrice, na minha opinião, mas ok, ele lá deve ter as suas razões para dizer isso... Agora, o que me pôs a pensar foi ele dizer que os homens também têm problemas. Problemas de intimidade.

 

WTF???

 

Ok, eu não digo que não tenham. Mas disfarçam muitíssimo bem!!! Como é facilmente perceptível, falo facilmente sobre sexo. E nunca ouvi nenhum homem a dizer que, na hora H, se preocupou com os pêlos, com a barriguinha, com o cabelo, com a maquilhagem a derreter, se consegue ou não chegar lá, com o aspecto da casa, se ela o ama ou não...

 

Como é? Quais são os problemas que vos assolam na hora do sexo?

publicado por Trintona(inha) às 09:48
sinto-me: malandra...
música: You can leave your hat on - Joe Cocker
tags:

23
Jan 09

O post de hoje é inspirado em junk mail. Mas não é um junk mail qualquer. É um mail cujo conteúdo não cheguei a vislumbrar, mas cujo título dá que pensar.

 

"E se soubesse o dia da sua morte?"

 

E se? Bom, suponho que, logo à partida, a resposta se divide em dois cenários: tendo em conta que sou uma mulher de trinta anos, digamos que a minha morte se situava nos próximos dois anos. Era um sapo difícil de engolir. Se fosse daqui a vinte, pensava talvez nos meus netos, que, provavelmente, já não conheceria. Se for daqui a quarenta, só desejo que seja algo do foro cardiovascular e não do oncológico, para ser rápido. Já agora, no sono, para eu não me stressar.

 

Mas voltando atrás, porque esta questão é difícil de equacionar é quando é colocada a curto prazo. Curto demais.

 

O que é que eu faria se soubesse que a minha morte chegaria em, digamos, 6 meses. A não ser que fosse uma questão médica e pudesse ficar de baixa, a primeira coisa que desejaria fazer era deixar de trabalhar. Sempre seriam menos sete horas por dia desperdiçadas.

 

Uma questão que me vem à memória de vez em quando, mesmo não sabendo a hora da morte, é a questão da guarda dos meus filhos. Não sei se é difícil deixar isso por escrito, ou se, no caso de haver contestação à minha "vontade", se algum juíz iria tomar sequer em consideração o que eu havia escrito. Mas era uma coisa que faria rapidamente, averiguar isso e tomar medidas...

 

Depois viria a questão material dos meus filhos, verificar os seguros da casa, eventualmente burlar aí uma seguradora qualquer e fazer um chorudo seguro de vida!!! Lamento, mas o sustento dos meus filhos é mais importante do que os lucros de uma qualquer empresa...

 

Por último, mas nem por isso menos importante, viria então aquilo que eu faria, se pudesse, de um ponto de vista material, em relação à minha "farra". Quereria fazer uma última viagem. Onde, dependeria do orçamento... Veneza? Alasca? Amazónia? Não sei... Há tantos sítios lindíssimos que eu não conheço...

 

Curtiria, com toda a certeza, todos os momentos que me são dados, todos os dias, com as pessoas de que gosto ou amo.

 

E porque é que não fazemos isso sempre? Porque assumimos como um dado adquirido a vivência de muitos e muitos mais dias... Mas não podíamos estar mais errados...

publicado por Trintona(inha) às 23:50
sinto-me: Reflexiva
música: Guns n' Roses - November Rain
tags: ,

22
Jan 09

Então, a pedido de várias famílias, aqui vai um post sobre o que é uma clutch. E alguns esclarecimentos adicionais.

 

Uma clutch é uma daquelas malinhas ridículas que nós, mulheres, usamos em eventos especiais. Casamentos, bailes de gala... enfim.

 

Aquelas onde cabe o telemóvel, se for dos fininhos, a chave do carro mas sem o comando à distância, um cartão de crédito e, se for generosa, um baton.

 

Ou seja, daqueles que serve para enfeitar.

 

Mas, infelizmente, daquelas que quase todas nós adoramos.

 

Vide exemplo abaixo:

 

 

Agora, para que saibam, aqui vai a descrição desta clutch em particular, que está à venda no  site da Neiman Marcus:

 

"The Prada Croc Logo Clutch is priced at (hold your breath) $8,990."

 

Não sei a como está o dólar nestes dias, mas deve equivaler a bem mais do que 9000 euros. Também não sei com precisão, nem me apetece pesquisar, o valor do ordenado mínimo em Portugal, mas deve ser, seguramente, o equilavente a 20 ordenados mínimos. Certo?

 

É ou não de pensar que está tudo louco?!

publicado por Trintona(inha) às 16:51
sinto-me: Quase deprimida!
música: Pink - Stupid Girls

20
Jan 09

 

Folheando uma das revistas que tanto gosto de ver, encontro uma clutch que custa aquilo que eu demoraria quase três meses a ganhar no meu emprego actual.

 

Vários pensamentos me atravessam quase instantaneamente o cérebro:

 

1. Porque raio continuo a comprar estas revistas que só me deixam momentanemante deprimida, porque não vislumbro uma altura em que poderei auto-oferendar um artigo destes?

 

2. Porque raio me dá, ao mesmo tempo, prazer em ver coisas tão luxuosas?

 

3. Que raio de justiça social e/ou divina é esta que permite que milhões de mulheres passem o mês inteiro a trabalhar e não tenham dinheiro para comprar uma peça de roupa nova, ou que possam sustentar condignamente os seus filhos... e algumas, que, certamente uma grande maioria, nem sabem fazer outra coisa que não compras, gastem numa mala, nuns sapatos ou num vestido o que algumas têm que esticar durante sei lá quantos meses para pôr comida na mesa?

 

4. Uma clutch, mesmo que em pele de crocodilo vale aquele dinheiro? Porquê?

 

5. O que é que o pobre do crocodilo fez para merecer morrer para que uma gaja qualquer ande com a sua pele nas mãos, ou um gajo nos pés? Será que, se houvesse uma espécie superior a nós, nós acharíamos alguma piada a que nos matassem só para retirar as peles?!

 

6. Porque é que, sempre que tenho um tempinho livre, tipo esperar por alguma consulta... tenho vontade de comprar estas revistas?

 

Que nervos!

publicado por Trintona(inha) às 20:46
sinto-me: Grrr
música: Norah Jones - Come away with me
tags: ,

19
Jan 09

 

Ando para escrever este post há imenso tempo. Até que ponto as pessoas, em especial as jovens raparigas, são fúteis, para gozarem, segregarem e menosprezarem outras miúdas por uma questão tão estúpida como terem os olhos amarelos?!

 

Passo a explicar. Há uma doença, creio que da área hepática, que torna a parte dos olhos que habitualmente é branca em amarela. E vieram para um programa de TV várias raparigas dos Estados Unidos da América lavadas em lágrimas porque não conseguem ter amigas, porque as outras miúdas são cruéis para com elas. Isto é burrice, crueldade ou ambas em largas doses?

 

Estaremos a atingir um tal estado como Humanidade em que é mais importante a cor dos olhos - e nem estou a falar da íris, azul, castanha, verde ou acinzentada - do que os valores morais das pessoas com quem lidamos?!

 

Parece que sim, que esta é a inclinação geral nos dias de hoje. Quando e como é que isto vai mudar?

publicado por Trintona(inha) às 20:32
sinto-me:
música: Dido - Don't believe in love

17
Jan 09

 

Será que existe uma data antes da qual, depois de uma separação, uma pessoa não consegue entregar-se incondicionalmente? Diz-se que a primeira relação depois de um divórcio está condenada ao insucesso e eu concordo plenamente com esse pensamento.

 

Será que alguma vez nos entregamos realmente incondicionalmente, para além da primeira vez que nos apaixonamos?

 

Penso que há pessoas que nunca se entregaram, nem da primeira vez que sentiram o coração a bater mais forte... outras que se entregam de todas as vezes como se fosse a primeira. Será que acabam mais magoadas quando tudo acaba? Ou gozam de uma espécie de imunidade, que lhes permite avançar e curtir cada relação como se fosse a primeira?

 

Quem me conhece sabe que sou directa, que não gosto de deixar coisas por dizer... Não gosto de viver as coisas pela metade. Talvez por isso esta problemática sempre me afligiu um pouco. Tenho perfeita noção de que as pessoas com quem me relaciono passaram por situações exactamente iguais ou piores do que as minhas. Por isso, quando duas pessoas se envolvem, para além de todos os problemas inerentes à relação em si, há ali dois passados a puxá-los ainda mais. E normalmente, puxam-nos para baixo...

 

E será que vale a pena viver relações "mornas" porque os fantasmas dos passados não nos saiem da cabeça? Para isso não vale mais a pena estar sozinho(a)?

publicado por Trintona(inha) às 11:13
sinto-me:
música: Alicia Keys - Superwoman (sim, outra vez!)

11
Jan 09

Hoje quero só deixar aqui três "coisas" num post só.

 

Uma é o motivo da falta de tempo para escrever um post em condições: hoje é a festa de aniversário da minha filha. :D

 

Outra é um pensamento que li há alguns dias e que me tem acompanhado: "Não sonhar é morrer em vida". Acho que não tenho sonhado o suficiente.

 

A última é um excerto de uma letra de uma canção que me foi "apresentada" por uma pessoa especial. Gosto especialmente de algumas passagens - "Kinda woman that want you but don’t need you"... Será que existem mesmo homens com arcaboiço suficiente para aguentar isso?

 

"Ooh, it's somethin’ about,
Just somethin’ about the way she move,
I can’t figure it out,
It's somethin’ about her,
(Say) Ooh, it's somethin’ about,
Kinda woman that want you but don’t need you,
(Hey) I can’t figure it out,
It's somethin’ about her.

‘Cause she walk like a boss,
Talk like a boss,
Manicure nails just set the pedicure off,
She’s fly effortlessly, (effortlessly)
An’ she move like a boss,
Do what a boss,
Do, she got me thinkin’ about gettin’ involved, (involved)
That’s the kinda girl I need, oh.

She got her own thing,
That’s why I love her,
Miss independent,
Won’t you come and spend a little time,
She got her own thing,
That’s why I love her,
Miss independent,
Ooh, the way we shine,
Miss independent, yeah.


Miss Independent, Ne-yo"

 

publicado por Trintona(inha) às 13:11
sinto-me: Bem!
música: Miss Independent - Ne-Yo

08
Jan 09

 

Já comecei a escrever este post uma vez. Guardei-o nos rascunhos, porque é um tema intenso, que exige muita precaução com as palavras. Depois acabei por apagar, porque relatava de alguma forma uma situação que já me foi próxima e não quis ir por aí. Vamos ver como corre esta tentativa.

 

O que é que leva alguém, homem ou mulher, a exercer violência física ou psíquica, sobre outra pessoa?

 

Para já, porque pode. Não tenho dúvidas que se a pessoa sentir que vai ter uma resposta à altura, não o vai fazer. Se for uma estalada, se pensar, ou tiver a certeza, que vai receber outra "em troca", vai pensar bem antes de o fazer. E aí entra a auto-estima da pessoa agredida em acção. É muito fácil levantar a cabeça e ser altiva, agressiva, rude fora de casa. Em casa é que a pessoa se revela realmente. Quantas mulheres existem (ok, são as mulheres as maiores vítimas deste tipo de abuso, mas queria realçar só que não são exclusivamente elas) que se vem a saber mais tarde que foram agredidas durante anos a fio, fora de casa parece que são imensamente felizes, passam o dia a falar bem dos companheiros/maridos e são tão altivas que ninguém acredita incialmente terem sido agredidas/abusadas, logo em casa?

 

As razões pelas quais há esta passividade por parte das vítimas são também de diversa ordem... Dependência económica, falta de apoio familiar, uma auto-estima já minada pelo abusador, pelos pais ou por outros motivos... Penso que nós, enquanto sociedade, também contribuimos para que estas situações se perpetuem... Será que temos a atenção necessária ao educar as meninas, para não permitir nunca este tipo de situações? Olhando para os estudos que falam sobre a violência na adolescência, em contexto de namoro, a resposta é um redondo "NÃO". Há pouco tempo tive uma pequena discussão sobre isso... Ouvia contar uma história de uma adolescente que estava aborrecida porque as amigas que já tinham namorado já não saiam com as amigas porque eles "não deixavam" :-O Eu nem acreditava no que os meus ouvidos estavam a captar... E as mães não intervêm? Não estão presentes? E os pais? Se, enquanto namorados "não as deixam", como farão como maridos/companheiros? Cintos de castidade? E o comportamento deles, como é? Deixam que as namoradas os proibam de sair? I think not!!! Sei que vai ser um duro caminho com a minha filha, no sentido de não a educar de forma a não acreditar nos homens, como é, quase a 100%, a minha atitude nos dias de hoje. Mas não quero ouvir a minha filha a dizer que permitiu que um namorado a "proibiu" de fazer o que quer que seja. Ou marido, tanto faz. E o problema está mesmo no verbo. Se o namorado pedir que ela não faça, seja o que for, desde que pague na mesma moeda, está tudo bem...

 

Claro que, penso eu, tem de haver um determinado tipo de personalidade por parte da pessoa que maltrata, que abusa, que violenta. Pessoas possessivas, controladoras, ciumentas... Normalmente é com essa desculpa que tudo começa...

 

Este tema é muito complexo, faltam-me aqui uma série de questões, mas hoje nem estou com a clareza de pensamento necessária para escrever algo em condições. Resta só dizer que nunca fui vítima de violência física. Psicológica não sei. Teria de ser outra pessoa a dar-me uma opinião, porque o limite entre controlo/ciúme e abuso é ténue. Mas de violência física nunca fui porque, da única vez em que isso esteve perto de acontecer, levantei bem a cara, lancei um olhar profundo de desafio e disse "Atreve-te. Experimenta".

 

Talvez depois acrescente aqui algumas coisas...

 

Beijos!

 

 

publicado por Trintona(inha) às 20:47
sinto-me: Pensativa
música: Vambora - Adriana Calcanhoto

02
Jan 09

 

Então aqui vai uma anedota a propósito do "Factor C" e outras particularidades da nossa mentalidade tuga:

 

Um dia um homem que passeava com o filho junto a um cais onde se encontravam pescadores de caranguejos resolveu ensinar ao filho uma daquelas lições de vida. Chamou à atenção do filho para o facto de todos os baldes terem tampa excepto um. Perguntou então ao filho:
- Sabes qual é o pescador português?
O petiz atrapalhado não soube responder e então o pai disse-lhe:
- É o que tem o balde sem tampa!
- Porquê?
- Porque os caranguejos apanhados pelo português tornam-se logo portugueses e não fogem do balde. Assim que há um que começa a subir, os outros puxam-no logo para baixo.

 

 

E uma imagem da minha Playlist do WMP:


 

Será que dá para ler?

 

Beijos!

 

 

publicado por Trintona(inha) às 21:33
sinto-me: Melhor
música: Vide acima! ;)

 

Imagine-se um mundo onde todos tínhamos escrito na testa a classificação em determinadas capacidades.

 

Imagine-se, por exemplo, a competência. Era fantástico.

 

Pelo menos haveriam muitas pessoas que não conseguiriam certos empregos pelo «Factor C».

 

Imagine-se o cenário do Fulano X a conversar com o Fulano Y a pedir-lhe emprego para a nova amante, ou a sobrinha do amigo, ou o namorado da filha. O Fulano Y conhece a pessoa em questão e diz-lhe: "Pá, não posso, a(o) gaja(o) tem estampado 10% de competência na testa. Não posso».

 

E todos ficaríamos melhor.

 

Não teriam que uns a tentar limpar a porcaria que os outros fazem.

 

A economia não estaria tão má.

 

E a trintinha não teria passado por mais uma cena dispensável na vida. Completamente dispensável.

publicado por Trintona(inha) às 15:47
sinto-me: Danada
música: Coldplay - Fix You

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