Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

29
Abr 11

 

Não há nada que levante mais a moral a uma mulher que apenas se vestiu para levar os filhos à escola do que passar inadvertidamente em frente a uma instalação de Gás Natural num prédio e ouvir proferir a frase:

 

"Sabem como é que se diz na minha terra? PÁRA A OBRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA"

 

Isto quatro vezes. Com o volume em crescente.

 

 

 

 

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh!!! Já me esquecia!!! E passar pela rua do ex, ver a actual-do-ex de trás e ver que o rabo dela dá dois do meu, logo eu que tenho mais dez centímetros de altura que ela? Priceless!!!!

 

 

publicado por Trintona(inha) às 10:16
sinto-me: 5*
música: Ke$ha - Blow

20
Abr 11

Fiz os 12 anos da minha instrução "básica" em 12 anos. Fiz o bacharelato em 1 ano. Fiz o ano para equivalência à licenciatura em 1 ano. Estou a oito semanas de acabar um mestrado de 2 anos em dois anos. Toda a minha vida trabalhei, desde os 20 anos de idade, já na profissão que tenho agora. No 12º ano, como a minha escola só o tinha à noite, fui trabalhar para um restaurante. Fez-me bem, cresci. Não fujo aos impostos. Vou perder subsídio de Natal e de férias, no supermercado pago mais 20% do que o ano passado, gasolina não se fala, EDP, água, gás upa upa.

 

Se fico com vontade de dar um estalo no focinho de uma miúda a quem os meus impostos já pagaram um aborto, lhe pagam a contracepção sempre que ela o deseje, e que me diz que quer engravidar aos 17 anos, não tem namorado mas que "namorado arranja-se"?!

 

Se me tenho de segurar quando me responde que as amigas da idade dela que têm filhos pequenos não trabalham, vivem "à conta" da Segurança Social?

 

Tenho. Tenho de fazer um esforço sobre-humano.

 

E continuo a achar que não sou eu que estou errada. É este facilitismo, que seria igual para quem cá nasceu, mas que existe também para quem está em Portugal há meia dúzia de meses e nunca contribuiu com um tostão para a Segurança Social que os sustenta.

 

Dá vontade de lhes bater. Aos que mamam e aos que inventaram este mamar.

publicado por Trintona(inha) às 18:22
sinto-me: revoltada!!!

18
Abr 11

 

De cada vez que entro no carro após pôr gasolina (mais um record no preço, mais valia aumentarem logo para os 2€ o litro e ficarem quietos uns dias) zero o consumo, para fazer uma viagem sabendo o consumo médio. De cada vez que acelero lembro-me de que estou a gastar muito mais do que o essencial e tiro o pezinho do pedal, ou aligeiro, pelo menos. Isso lembrou-me um termo, que creio não existir ainda. Tento ser eco-consciente já algum tempo e agora tornei-me muito mais dinheiro-consciente. Quando os meus filhos deixam as luzes acesas desnecessariamente, lembro-me do consumo. Quando me apetece ir dar uma volta, lembro-me do preço da gasolina. Quando me apetece ir tomar o pequeno-almoço ao café lembro-me de que me cobram pelo galão o valor de dois litros de leite no supermercado. Quando os meus filhos me pedem para ir ao cinema lembro-me de que os 20€ podiam ser gastos em roupas para eles, por exemplo. Quando me apetece folhear uma revista vou a um site onde leia sobre os temas que me apetece ler.

 

Não é que fizesse gastos malucos, como via e vejo muitas pessoas ao meu lado fazer, mas confesso que nos últimos meses me tornei ainda mais preocupada com os gastos. Onde cortar mais?

 

No cabeleireiro? No telefone? Na net? Nas roupas? Já são luxos que tento limitar ao máximo. Não sei o que fazer mais. Dinheiro já não sobra há quase dois anos. O que fazer mais?!

publicado por Trintona(inha) às 21:17
sinto-me: Down
tags:

13
Abr 11

 

 

A propósito desta notícia, ocorreram-me algumas ideias acerca do assunto. Aviso desde já que não será um post feminista mas, provavelmente, alguns trechos serão uma boa aproximação. Mas considero-me uma pessoa imparcial, e, se penso como penso, acreditem, vejo muitas situações completamente injustas.

 

Cresci numa típica família suburbana, onde a mãe cozinhava, limpava, lavava, passava enquanto o pai lia o jornal. Depois tinham um laivos de loucura, quando, em mais de vinte anos de casamento, o meu pai nuna comprou um par de sapatos. A minha mãe ia comprar-lhos, levava-os para casa para ele os experimentar e, se ele não gostasse (surpresa!) ela ia trocá-los à loja. Quando eu conto isto, por vezes, obtenho a seguinte resposta: "com os meus pais também era assim". Cruzes credo.

 

Aos domingos de manhã, a minha mãe ia fazer as compras para a casa e comprar o jornal ao maridão. Como ele era um homem muito permissivo, dava-lhe (acompanhando aquele gesto de olhar faustosamente para o relógio) 30 minutos para completar ambas as tarefas. Ah, e ainda podia beber um cafézinho rápido (amoroso, não é?)!

 

Tenho uma amiga casada (sim, começam a ser a minoria). É o segundo casamento de ambos. Ele tem, do primeiro casamento, dois filhos, que vivem com eles e a filha de ambos. Quando ela passa a tarde comigo, se ele chegar a casa e não houver presunto, queijo, pão e vinho, liga-lhe para o telemóvel, ordenando-lhe que vá para casa porque "não há nada para comer". No frigorífico não cabe nem uma mosca. E ele não tem mãozinhas nem pézinhos para ir comprar. Pois.

 

A actual-do-ex fica a limpar a casa com a mãe e as filhas enquanto o ex vai passear com os seus pais e os (nossos) filhos. Uma vez que ela se meteu à besta, até acho fantástico. Mas não deixa de ser uma exploração. Ainda para mais limpa uma casa que não é dela. Tansa.

 

Experimentem passar numa rua que tenha dois ou três cafés, entre as 19 e as 20h. Aqui na minha zona, estão cheio de homens a beber cervejas, dizer bacoradas e mandar umas graçolas às mulheres que passam: "Ó jóia, vem cá ao ourives". Como se essa ainda não tivesse sido suficientemente ouvida por nós. 

 

Eu pergunto-me muitas vezes: onde andam as mulheres destes homens, enquanto eles bebem no café e chegam a casa bêbados? A cuidar das crianças, dos TPC's, da casa, das roupas, do jantar.

 

E agora, um pensamento verdadeiramente revolucionário: e se em vez de conversarem sobre futebol e gajas (e, já agora, as mulheres também podiam deixar de ver e falar sobre novelas e coscuvilhices) e se se dedicassem à política, à economia e ao governo sério das suas próprias casas... estaríamos nesta situação? Não creio.

 

publicado por Trintona(inha) às 17:43
sinto-me:
música: Adele - Rolling in the deep

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