Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

11
Mar 09

Hoje tenho mais uma dúvida existencial e muito pouco tempo para escrever. Por isso, aqui vai:

 

Porque será que as pessoas só dão valor ao que tinham depois de "o/a/os/as" perder?

 

 

publicado por Trintona(inha) às 01:10
sinto-me: Mais uma vez, inquisidora!
música: Superhuman - Chris Brown

9 comentários:
Porque sentem falta delas?!
Saudades?!
Humm não sei..
Gonçalo a 12 de Março de 2009 às 07:22


Hummmm

Sabes sim, diz lá a tua opinião verdadeira... E não estou a falar apenas de saudades de pessoas...

Beijo
Trintona(inha) a 12 de Março de 2009 às 17:31

Só sentimos falta do que não temos.
O valor que damos ao que temos mede-se pela quantidade e qualidade de tempo que lhe dedicamos.
Logo, só tomamos consciência do valor do que tínhamos quando já não é possível dedicar-lhes qualquer quantidade ou qualidade de tempo.

Posto isto, a conclusão é que conseguimos valorizar o que já tivemos, não enquanto usufruímos, mas apenas quando já o não temos.
Miguel a 12 de Março de 2009 às 13:22

E não é triste, esta realidade?!

Só dar o devido valor a algo quando já não o/a temos?

Beijo

Não é assim como dizes. OU pelo menos não era o que eu pretendia dizer.
Todos damos valor ao que temos, na medida da nossa dedicação e em conta com a nossa disponibilidade.
Mas quanto vale?
Isso, só conseguimos saber quando já não existe o objecto da nossa estima.
Só então nos é possível, com toda a certeza, avaliar bem a falta que nos faz, e como era, de facto, importante na nossa vida.
Imagina um pai, ou mãe, que trata um filho com toda a dedicação/amor/carinho/tempo possível. Se o perder, achas que vai achar que podia ter feito mais? Ou "apenas" vai concluir como de facto era importante na sua vida?
Miguel a 18 de Março de 2009 às 12:02

Porque se calhar acham qua ainda não as perderam de verdade? Será ? Beijo
aamrsapiens a 12 de Março de 2009 às 16:16


Talvez... Mas repara, mesmo quando o motivo da "saudade" e do só dar valor depois é uma morte - em que a tua "hipótese" não se coloca... existe...

Não é?

Beijo!
Trintona(inha) a 12 de Março de 2009 às 17:34

Olá, depois de muito tempo sem te comentar cá estou de novo. Coisas de quem tem 3 empregos, uma familia e entra agora nos anos dourados da geração sandwish (entre problemas de pais e filhos). durante a minha infância e adolescência, fui educado pelos meus pais, segundo parametros educacionais anglo-saxónicos, visto a familia da minha mãe ser escocesa e nunca me tinha apercebido das diferenças civilizacionais. A questão de dar valor às coisas apenas quando as perdemos é uma das diferenças mais gritantes, a par da questão de só queremos uma coisa enquanto não a temos. Quem diz coisa, objecto, diz pessoa. Fui educado a dizer o que sinto e a pedir aquilo que realmente quero. Habituei-me a dizer às pessoas que amo, um "amote" sem qualquer constrangimento ou um "desculpa" sem orgulho. Mas atenção, que também digo um "odeio" sem qualquer tipo de emoção e a indiferença é um sentimento para ser "sentido". Quando era criança, pedia os brinquedos que queria, sempre com indicação dos meus pais que só o podia pedir, se realmente o quisesse e não apenas por ter. Em todas as minhas relações e hoje no meu casamento, penso que o importante é fazer a outra pessoa sentir que o dia de hoje, tem qualquer coisa de mais especial que o dia de ontem teve. Todos os dias, temos que acrescentar valor à relação em que estamos. Só assim teremos algo de...especial. Pena que lá em casa só eu pense assim. Ce la vie... O importante énunca deixarmos de ser quem somos. Eu, por mim, dou valor às coisas / pessoas que o têm, quando o têm, ou pelo menos tento.
Bjinhos
oshomensescrevemalapis.blogs.sapo.pt
r.g. a 27 de Março de 2009 às 12:36

Olá RG

Filha única, mãe viúva... Diz-te algo em termos de geração sanduíche? :) Uso esse termo há muito tempo, muito embora raramente não tenha que explicar o que é...

Welcome back!

Fico contente em saber que há quem valorize o que tem...

Beijo!
Trintona(inha) a 27 de Março de 2009 às 18:42

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