Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

05
Dez 11

 

 

O Natal vem aí.

 

Não tenho uma família muito grande, suponho que, à semelhança de tantas outras, estão perto mas são tão distantes como se morassem a 1000 km. Todas as minhas memórias de Natal de infância são tristes. Ou não muito felizes. Desde um pai que se vai deitar logo após o jantar, a uma mãe que nunca soube lidar com isso... Desde a memória de ouvir os meus pais conversar sobre como iriam conseguir arranjar dinheiro para me comprar aquela pantera-cor-de-rosa (lá se foi o Pai Natal) a fingir alegria quando a desembrulhei... Desde ouvir o meu padrinho (tio por casamento) a colocar uma nota na árvore pela minha avó paterna, que colocou uma para todos os netos menos para mim... Venha o diabo e escolha.

 

Já em adulta, memórias de Natal de uma mãe que saiu porta fora às 18h de dia 24 para ficarmos meses sem falar, a um ex que disse ter ido trabalhar mas que hoje sei que me deixou sozinha com a nossa filha para ir ter com a outra... Até aos dias de hoje, em que nunca sei se passo o Natal com os meus filhos ou não... E já nem é por razões laborais, mas por causa de um pai cujas prioridades não passam por planear as coisas com pés e cabeça...

 

Este ano junta-se a crise económica. É, também já não posso ouvir falar nisso, mas fiz um orçamento para 2012 e ficam a faltar-me, para as mais básicas despesas, o mesmo que eu ganho num mês inteiro. Ou seja, a prova de que os subsídios de férias e Natal vêm ajudar a equilibrar o orçamento...

 

Resumindo, concluindo, baralhando e dando as cartas outra vez... este é um Natal triste. Ainda não fiz lista de compras de presentes, ainda não comprei nada e fiz ontem a Árvore de Natal porque os seres baixinhos muito insistiram. Eu tento, por eles, mas não está fácil fingir alegria neste Natal...

 

publicado por Trintona(inha) às 19:13
sinto-me: Downnnnnnnnnnnnn
música: Fields of Gold - Sting
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10 comentários:
Sou filho do papai Noel (é o nome do meu pai) e da mamãe Natália (é o nome da minha mãe).

Mesmo depois de saber que o fulano das barbas era meramente uma fantasia, nunca em casa dos meus pais deixou de haver uma certa "magia" na época natalícia. Até aquela parte dos sininhos à meia-noite, do copinho de aguardente junto ao presépio (que era enome, brilhante de tantas luzes e com musgo verdadeiro), etc. etc.
Lamento, muito, que haja tanta gente que não possa ter memórias tão boas.

Já pai de família, sempre tentei, com a minha mulher, incutir o espírito desta época nos meus filhos (não me refiro à parte do consumismo, já que essa veio para ficar). Mas duas das coisas que consegui reconstruir foi a tradição do presépio - é sempre algo de mágico, transcendente mesmo, e, desde que o meu filho mais velho nasceu sempre, reuni sempre na minha casa, nas noites de consoada, os meus pais, os meus sogros, o meu cunhado e família, os meus irmãos (somos 4) e famílias, e, ainda por alguns anos, os meus avós e os da minha mulher.

Por isso, apesar de a parte do consumismo nunca ter sido a mais importante, a verdade é que a reunião das famílias, as histórias contadas, as tradições revividas (os fritos, as filhozes...) sempre foram, e são, o que perdura nas memórias.

É esse o meu conselho: convida quem puderes convidar, aprende as receitas das filhozes, dos coscorões, etc. para fazerem em conjunto, contem histórias alegres de que se lembrem, em pé, com pormenores e muitos gestos... porque mesmo que os presentes sejam poucos e mais económicos, vais ver que passsados uns dias ainda brilham os olhos das crianças - e dos adultos - quando se lembrarem dessa noite.
Miguel a 6 de Dezembro de 2011 às 13:57

É isso mesmo que tenho tentado fazer, com as limitações que a vida me vai impondo.. As económicas até nem são as que mais me preocupam...
Trintona(inha) a 6 de Dezembro de 2011 às 17:58

Cabe-te a ti tentar mostrar-lhes que o Natal pode (e deve) ser um momento de felicidade, paz e amor, com ou sem presentes. Não faças dos natais deles o mesmo que fizeram aos teus... :-)
Margot a 6 de Dezembro de 2011 às 14:56

Nunca!

Se há coisa que eu tento fazer sempre é melhorar as coisas que não correram tão bem na minha vida. Não são assim tantas, mas... se as pudermos melhorar... não é o que queremos? Dar o melhor aos nossos filhos?

:-*
Trintona(inha) a 6 de Dezembro de 2011 às 18:00

Desejo te muita força e que os Natais a partir de agora sejam muito felizes! Podes ter lembranças menos boas do teu passado, mas cabe-te a ti, "reciclá-las" e refazer boas lembranças para o futuro. É o que desejo tambem para mim, ainda não tenho filhos, mas revejo-me muito com a descrição dos teus Natais de Infancia... FELIZ NATAL
Carla da Soledade a 9 de Dezembro de 2011 às 13:26

"O que não te mata, torna-te mais forte"

É um dos meus provérbios favoritos... ;)


Beijos, um excelente Natal para ti também!

:-*
Trintona(inha) a 11 de Dezembro de 2011 às 22:32

O Natal não é uma época facil para muitos, mas quem tem os seres baixinhos tem sempre que fazer um ou dois milagres para que tudo corra bem e no fim compensa ver o brilho naqueles olhinhos pequeninos cheios de sono é espera do Pai Natal.
Eu não tenho seres pequeninos e os grandes estão sempre a se queixar, não sei fazer doces de Natal nem doces nenhuns, não tenho actual só ex que está com uma actual, mas tenho a arvore de Natal mais horrorosa do mundo e estou tão contente por com ela.
Anónimo a 11 de Dezembro de 2011 às 20:27

Isso é o mais importante. Ter noção do rídiculo [ ;-) vá a árvore não pode estar assim tão má!!!] mas ser feliz, apesar da adversidade!

:-*
Trintona(inha) a 11 de Dezembro de 2011 às 22:35

Isto não anda mesmo fácil... :(
Meio Palmo a 15 de Dezembro de 2011 às 11:46

Nada... a 7 dias da Consoada está tudo preparado, mas a alegria... enfim...

Dias melhores virão!
Trintona(inha) a 17 de Dezembro de 2011 às 15:57

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