Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

16
Jun 09

 

 

Hoje alguém conseguiu o feito de me surpreender. É coisa cada vez mais rara.

 

Mas hoje, uma pessoa conseguiu. Conseguiu ser tão falsa, tão hipócrita, tão dissimulada, que me surpreendeu. Pela negativa, é certo. Ainda consigo ter a inocência de me surpreender com situações como esta, o que é bom, de certa forma. Significa que ainda tenho uma réstia de esperança na natureza humana. E que ainda acredito. Para o bem e para o mal.

 

Vou ver se a almofada é realmente a melhor conselheira. Amanhã volto.

 

publicado por Trintona(inha) às 01:00
sinto-me: Triste, desanimada, vazia...
música: Nada hoje!

27
Ago 08

Está a dar na 2 uma série sobre relações, tipo Friends, da qual nem sei o nome, coisa que raramente acontece... Mas irei investigar mais tarde.

 

E isto dá origem a um post na medida em que uma das protagonistas, que está prestes a casar-se, vai a uma vidente, de cartas de Tarot, creio... A terceira carta que lhe sai é Às de Espadas... e ela diz-lhe que isso significa «apenas» a agitação que vai no seu coração... Que se, se vai casar, isso significa deixar de lado a possibilidade de sonhar com outro homem. E tudo na série aceita isto como uma verdade incontestável...

 

Um outro bom exemplo é a história das despedidas de solteiro (a)... Elas fazem uma reunião, onde falam, bebem uns drinks... Eles vão a um clube de strip... E os amigos (por acaso nesta série não) pagam-lhe uma private dance... Na ficção, tudo isto acontece imaculadamente... Os homens têm as amantes/ múltiplas namoradas/ amigas aos magotes, e nada lhes acontece. Ou seja, se são casados são aclamados como grandes machos, as mulheres perdoam quando vêm a saber, e vivem na mesma felizes para sempre.  Onde estão as séries onde as mulheres são infiéis (ok, Desperate Housewifes não conta... não sigo tanto quanto gostaria, mas a única que foi infiel voltou a estar com o marido... que esteve preso... telenovela mexicana)? Onde estão os filmes que mostram um homem que escolheu o caminho de ser desleal e que aceita airosamente as consequências dos seus actos?

 

E a consciência dessas mesmas pessoas... Como fica depois de?

 

Depois desta minha experiência fiquei, necessariamente, mais madura. Ou desesperançada... Penso que andam ambos os sentimentos de mãos dadas... Mas o que quero dizer é que, penso eu, um pouco da culpa de várias questões que vão mal nos nossos dias está na forma um pouco leviana como alguns media tratam as coisas... A história da infidelidade... A adopção... A criminalidade... Que raio... fazem-se filmes sobre roubar x carros em x segundos! A adopção versa normalmente um casal que adopta uma criança e que esta lhes fica grata para o resto da vida... A realidade que eu conheço não tem nada a ver com isto...

 

Se alguém me tivesse avisado de tudo o que eu hoje sei... Não teria escolhido os caminhos que escolhi... Mas depois penso... Que se as mulheres pensassem todas como eu penso agora, a humanidade já estaria extinta há algum tempo! E claro, que se eu soubesse agora o que vou saber daqui a 10 anos, não daria as cabeçadas que sei que vou dar agora, durante os próximos anos... ou toda a minha vida...

 

Bom, mais pensamentos vagos...

 

Beijos!

publicado por Trintona(inha) às 15:51
sinto-me: Expectante!
música: Fácil de entender - The gift

24
Ago 08

Porque é que as mulheres só desejam os homens que está na cara que as vão tramar? Mais tarde ou mais cedo, de uma forma ou de outra...

 

Porque é que os homens certinhos nos tranquilizam, nos suscitam alguns sentimentos de carinho... mas não dão AQUELA pica?!

 

Porque é que o «amor tranquilo» não chega?

 

Havia muito para dizer, muito tema para reflectir... Mas não há tempo...

 

Beijo

publicado por Trintona(inha) às 23:42
sinto-me: Será que vai chegar o meu dia?
música: Encosta-te a mim - Jorge Palma

06
Ago 08

Encontrei este texto de António Lobo Antunes, publicado publicada na Visão nº 804 de 31/Jul/08. Não consegui encontrar o link na própria página da Visão, mas aqui fica.

 

Como é natural, não concordo com uma ou duas frases... como já aqui disse, nem todas as mulheres gostam de estar «abraçadinhas» depois do sexo, por exemplo... Mas há outras, ai, ai... Parece que o escritor esteve a ver a minha vida nos últimos meses...

 

Beijos!

Trintinha

 

 

«AS MULHERES TÊM FIOS DESLIGADOS

-

Há uns tempos a Joana
-Pai, acabei um namoro à homem
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
- Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim
O que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
-já não gosto de ti
De
-não quero mais
Chegam com discursos vagos, circulares
-preciso de tempo para pensar
-não é que não te ame, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
Ou declarações do género de
- tu mereces melhor
-estive a reflectir e acho que já não te faço feliz
-necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
E aos amigos
-dá-me os parabéns que lá consegui livrar-me da chata
-custou mas foi
-amandei-lhe aquelas lérias do costume e a gaja engoliu
-chora um dia ou dois e passa-lhe
E pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar (chichi, sede, fome, a janela de que esqueceram de fechar o estore ) ou fingem que dormem porque não há paciência para abraços e festinhas, pá e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarrados à gente, no ronhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- o maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é pensar que durante uma semana estou safo
E depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las.
O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- as mulheres têm os fios desligados
E outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa pare que comecem a trabalhar outra vez. Meus Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
-já não gosto de ti
Se informam
-não quero mais
Aí estão eles alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos, ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte a ameaçarem matar-se, a perseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores, eles que nunca mandavam a colocarem-se de plantão À porta dado que aquela p*** há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-pagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, Che Guevara ou eu, e eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhes caia na sorte um caramelo que passe À frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persianas-mal-descidas-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti está em mim a mexerem a faca na mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Schubert. De Ovídio. De Horácio, de Vergílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca. Volta e meia surge-me na cabeça uma frase do Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde de mais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc..., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma mulher contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- mereces melhor que eu
levou com a resposta
- pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua.
- o que faço às cartas de amor que me escreveu?
e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que façam falta.
Fazem de certeza: é só copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontem jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que vi na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me.»
publicado por Trintona(inha) às 00:03
sinto-me: Ah pois é!
música: Rui Veloso - Porto côvo

05
Jul 08

Comecei novamente um post tentando usar o telemóvel. Desta vez correu bem...

 

Recebi uma mensagem de uma "conhecida" (e digo isto porque não nos acho íntimas o suficiente para sermos "amigas", que dizia que está farta da vida. Pondo de parte o objectivo da mensagem em si, penso na vida dela e na minha. Do pouco que sei, de alguma forma é parecida com a minha. O primeiro «casamento» não correu bem, tem dois filhos saudáveis, tem uma mãe um pouco "invasiva" mas cujo apoio é essencial. Vai no segundo casamento, e aí começa a diferença. Podia-se pensar que encontrou a alma gémea, que era o que ela pensava, mas está a parecer outra coisa. A forma como a começou a tratar assim que casaram mudou. A razão porque casaram, também não a entendo... Mas o problema pode ser da perspectiva... Vivi junta 7 anos, tive 2 filhos e nunca entendi a necessidade de casar... Mas onde eu quero chegar é que, penso eu, ela casou pensando, como tantas outras, que tinha encontrado o príncipe encantado... E o problema é que, nem depois de muitos beijos (e não só!) o sapo ainda não se transformou...

 

Porque é que será, que nós, mulheres, continuamos a ter a estúpida ideia de que existem príncipes encantados? O ritmo a que vivemos, nos dias de hoje, não nos facilita uma boa reflexão acerca de alguns assuntos. Ocorre-me, por exemplo, o auto-conhecimento. Já alguma vez pediram a uma pessoa para enumerar as suas qualidades? E os seus defeitos? Enquanto que à primeira questão respondemos com um sorriso mais ou menos malandro, à segunda ficamos indecisos. Teimosos? Ok, todos somos um pouco... Desarrumados? Isso já cai mal... Irresponsáveis? Ui... E mesmo que reconheçamos em nós alguns dos piores defeitos, a grande maioria das pessoas não o vai admitir a alguém que quer conquistar... E até para isso é preciso que se conheça a si própria o suficiente para saber quais são os seus defeitos... E sabedoria para distinguir qualidades de defeitos...

 

E dito isto, em jeito de auto-análise, deixa lá enumerar os meus... Ora bem...

a. Problemas de intimidade... Não vale a pena explorar os porquês, mas, tirando os meus filhos e as pessoas por quem eu tenha um interesse, digamos, físico, não me sinto confortável com abraços. Ok. Tá dito. Despertei para está realidade no dia do que me despedi de uma boa amiga, achando que nunca mais a iria ver... Pensei que ia chorar baba e ranho e nem uma lágrima derramei... E abracei-a, claro. Mas achando aquele momento «estranho»... Vamos lá ver como vou resolver isto, porque sei que preciso de resolver. Penso que passará por reconhecer a origem...

b. Mania da superioridade... bom... sou perfeccionista... tudo o que faço tento fazer sempre o melhor que posso... Ainda hoje, no yoga, olhei um senhor a realizar um exercício e pensei «Porra, ele consegue fazer melhor, bastaria estar mais atento!»... Mas (e devo estar melhor nesta área, é bom ter atingido os 30 ;-D) depois pensei... «Nem todos podem ter a obcessão por fazer tudo milimetricamente perfeito como tu...» E neste ponto é complicado para mim distinguir onde começa o defeito e a qualidade, porque eu não consigo entender quem passa pela vida com uma atitude de «fazer por fazer»... Será que são esses que estão certos?

c. Falta de generosidade. Egoísmo? Não sei. Talvez. Quem me conhece pessoalmente diz que é por ser filha única. Gostava de ser mais generosa. Às vezes, tento. Mas não consigo. Quando vejo alguém de mão estendida a pedir, penso sempre porque é que essa pessoa não trabalha... Oiço tantas histórias de quem pede porque não quer trabalhar... Enfim.

d. Teimosa (dizem). Eu não acho. Quando não tenho a certeza não teimo... Só teimo quando tenho a certeza... (todos os teimosos dizem isto, não é? lol)

 

Bom, devo ter muitos mais... é só falar com o meu ex e ele enumera mais uns 20... :-D Mas não seria propriamente uma opinião imparcial, não é? Conforme me for lembrando vou pondo umas adendas...

 

Bjs

Trintinha

 

publicado por Trintona(inha) às 19:20
sinto-me: Em trânsito, para ser melhor!
música: The Fray - How to save a life
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