Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

15
Dez 08

Em conversa com um amigo, oiço a frase que oiço tantas vezes proferida pelas mulheres: "estou sozinho por opção"...

 

Afinal... os homens também escolhem? Também preferem estar sós do que mal acompanhados? Parece que sim, muito embora eu não conheça assim tantos casos.

 

O que é que faz homens e mulheres estarem sós, procurando outras pessoas que sejam, de alguma forma, semelhantes a elas? E digo isto no sentido de uma pessoa com um interior "rico" que procura ter ao seu lado alguém, no mínimo, igualmente interessante. Porque já conheci casos em que se reconhece, à distância, o padrão de escolher pessoas que não lhes façam sombra... Homens e mulheres...

 

Tenho conhecimento de mulheres muito interessantes que estão sós, e dizem (sim, eu sei, às vezes é só conversa) que apenas se dispõem a sair do estatuto de solitárias se conhecerem alguém que mereça esse "esforço". E conheço alguns (sim, alguns, poucos, mas creio que devem existir muitos mais) igualmente interessantes, que dizem o mesmo. Às vezes imagino formas de os pôr em contacto. E não me digam para dar os números um ao outro, ou combinar jantares ou saídas, que acho que isso nunca funciona... Será que estas almas nunca se encontram? Não percebem as potencialidade uns dos outros?

 

Ocorre-me também a questão de que só se conhece a pessoa depois de se "investir" algum tempo nela. Está aqui um dos catch's? Ainda hoje estive a tentar apoiar uma pessoa que se sente deprimida por estar só. Mas será que depois do trabalho, de dormir, de curtir os filhos, de cuidar da casa, nem que seja o essencial... sobra tempo para arejar a cabeça - essencial - e conhecer outras potenciais pessoas interessantes?

 

Estar só, por opção, pode ser delicioso. Difícil de explicar ao mundo que nos rodeia, quando queremos ir por aí... mas muito bom. Traz-nos uma calma interior, uma plenitude, uma sensação de felicidade que poucas outras coisas nos trarão. Penso que a sociedade, ainda hoje, nos "empurra" para as relações. Acredito que um pouco menos hoje, mas ainda está tudo muito dividido entre "os casais" e os "sozinhos"... Quem duvida... arranje-se bem, vá ao cinema, shopping ou equivalente mais perto (só, claro está) e observe os olhares esquisitos com que apanha e as situações que só fazem sentido a dois...

 

E afinal... os homens procuram mesmo quem os complete... ou é treta para levar as mulheres para a cama? Se é... uma nota... pensem lá... isso funciona? e nós ainda precisamos de "ser enganadas"?

 

publicado por Trintona(inha) às 21:43
sinto-me: Especialmente pensante, hoje!
música: Ritual Tejo - Foram cardos, foram prosas

17
Out 08

No seguimento de uma resposta a um comentário aqui do blog, ocorre-me uma questão. Porque é que os homens (sim, sim, alguns, eu sei) se "assustam" com uma mulher independente? E inteligente? Como considero que são duas questões que andam de mãos dadas mas têm razões diferentes, passo a analisá-las em separado.

 

Bom. Um homem conhece uma mulher. Interessa-se por ela. Dá-lhe isso a entender, seja lá de que forma for. Combinam, saem. Ela mostra-se uma mulher realizada, orientada, que se vira bem sozinha. Provavelmente, procura alguém (se é que procura, mas isso já é outra conversa) apenas para partilhar bons momentos, sejam eles de sexo, de paixão, de conversa ou de convívio. Ora vejamos. Não precisam de um homem para tarefas como mudar pneus, fazer arranjos em casa, abrir frascos de compota (até porque a compota é só açúcar! :-D) ou qualquer outra tarefa considerada, nos primórdios, como masculina. Bom, o que resta? Os momentos a dois, para puro sexo, ou passeios, ou longas e deliciosas conversas. E eles fogem? Será que valia a pena que tivessem ficado? Na minha opinião: não. Um homem que quer que eu seja dependente dele não me serve. É porque não preza o meu bem-estar, a minha individualidade. Pensando bem, ainda bem que fogem. Estão a poupar-me uma data de chatices.

 

Inteligente, na minha opinião, é ainda mais simples. É porque não gostam de competição. Complexo de inferioridade. Esses ainda me servem menos. Por isso não escondo. :-D

 

E lá porque o blog ultimamente não gira em torno de sentimentos positivos e histórias felizes, isso não significa que eu ande deprimida ou não veja o azul no céu! É simplesmente porque, nas 24 horas que o dia tem, me ocorrem sempre uma data de temas para reflectir, mas sobra normalmente só um... E hoje foi este...

 

Beijos!

 

publicado por Trintona(inha) às 18:35
sinto-me: Muito bem!
música: Humanos - Rugas

02
Out 08

Bom. Para começar, devo dizer que o dia de hoje foi impróprio para cardíacas. Estou a chá de tília porque não consigo tolerar camomila e sinto-me com o coração a mil. E estou hipertensa... o que para a minha idade, é muito mau.

 

Depois, tenho que agradecer ao António Variações. Pela letra escrita há mais de vinte anos, que tanto me inspirou no dia de hoje...

 

Em terceiro lugar, partilhar porque é que estou neste estado... Acordei de um pulo, apesar das poucas horas dormidas e fui arranjar-me. Ele já me viu sem maquilhagem, cabelo desarranjado... Por isso não adiantava aperaltar-me como se fosse para a noite, que ele já me conhece bem. Maquilhagem normal, cabelo arranjado (natural é de um encaracolado selvagem, arranjado faz lembrar o da Eva Longoria), salto bem alto, calça de ganga que me cai como uma luva e um top preto com um generoso decote. A cada vez que alguém se dirigia a mim, pensei que fosse a anunciá-lo... Que stress... A hora do almoço chegou, fui comer... Avisando onde estava, não fosse ele chegar... A certa altura pensei que fosse ele a chegar ao pé de mim e já quase não conseguia levar a comida à boca!!! Pensei com os meus botões: «Que raio! Porque é que ele me deixa assim? Já senti que ele também quer. Se o encaro neste estado, nem vou conseguir falar! Com outros homens falo das minhas tendências bissexuais, com este que gostava de experimentar o que ainda me falta explorar e não consigo sequer olhá-lo em condições!!!» Tentei acalmar-me... E voltei ao trabalho. Ele não apareceu. Noutra altura, passar-me-ia logo ali... Que ele não foi porque não está interessado em mim... Que... Que...

 

Por alguma coisa Deus fez os rafeiros atravessarem a minha vida.... E mesmo não sendo católica, acredito em Deus e acredito que tudo na nossa vida acontece por um motivo... E cheguei hoje à conclusão de qual foi o motivo deste meu contacto com eles... Aprender a ser paciente, a aceitar que até as coisas acontecerem não se deve tomá-las por garantidas, a ter em conta que nem toda a gente é como eu e faz o que «promete»... Trouxeram alguma serenidade à minha vida...

 

Dei as minhas voltas... Respondi a umas mensagens (saí do «castigo», mas não o aceito, por isso mostrei cartão vermelho...)... Fui buscar os miúdos e lá fui eu para o local onde o conheci...

 

Rapidamente o encontrei. Não sei como, serena. Parecia que tinha tomado alguma coisa. Juro que não tomei. Cumprimentámo-nos... Ele brincou com o meu filho, como sempre... E depois disse que tinha ficado retido, com problemas, que não conseguiu aparecer... Eu voltei a sugerir o SMS... E desta vez ele já pareceu ver as vantagens deste método... ;-) Foi buscar o telemóvel dele... Eu disse-lhe o meu número, ele deu-me um toque para eu guardar o número dele... ;-) Gostei da subtileza...

 

Parecendo hipnotizada, pela tranquilidade com que o fiz, perguntei-lhe como correu o dia de aniversário... Meio atordoado, perguntou «De quem»... E eu, a sorrir, respondi-lhe: «O teu»... Eu, que falo com ele umas 6 vezes por mês nos últimos dois anos, que jamais o tratei por tu... ;-) E disse-lhe que o meu aniversário é alguns dias depois do dele... Ele lá explicou como foi, que não liga muito a esses dias, que lhe fizeram umas surpresas... E depois pergunta-me pelo meu... Eu conto-lhe... Falamos um pouco de gostos musicais... Claro que, com 12 anos de diferença e um estilo de vida provavelmente oposto ao meu... não conheço metade dos grupos que ele falou, mas, com ele por perto, quero lá saber de música!!! :-D

 

Claro que eu aproveitei para reforçar a minha situação de solteiríssima, não fosse ele ter dúvidas... :-D

 

Ainda nos cruzámos mais algumas vezes... Falámos certamente sobre mais algumas coisas... Mas nem me lembro... Os olhos são de um verde delicioso... Acho que consigo imaginá-lo a falar, eu enroscada nele e não ouvir uma palavra do que ele diz... Só olhando para aqueles olhos... Ai... Lá vem a taquicardia...

 

Por fim, saiu uma hora depois da sua hora habitual... Ainda o acompanhámos... Coincidência? Não acredito em coincidências... Especialmente quando nós saímos a uma hora mais ou menos pré-determinada...

 

Aguardo A mensagem. Hoje penso que já não vem... Amanhã também é dia, não faz mal...

 

E pensar que o argumento do favor é tão fraquinho... Tão que até dá para desconfiar... Que bom...

 

Beijos!!!

 

 

 

 

publicado por Trintona(inha) às 22:30
sinto-me: a não caber na minha pele!
música: Coldplay - Fix you

25
Ago 08

 

Tenho tido pouco tempo para escrever post’s, mas muitos temas para os escrever...
 
O fim-de-semana foi daqueles que deixa um gostinho bom na boca...
 
Logo na sexta-feira, tinha planeado ir ao cinema. Sozinha, como eu tanto gosto. Depois pegaria no carro e iria onde me apetecesse. Ao procurar um filme, não encontrei mais do que «I want to believe», e esse iria ver no dia a seguir... Desisti do filme e convidei a minha filha a ir até à esplanada. Já tínhamos ido uma primeira vez e, para ela, é o ponto alto da semana, irmos apenas as duas, à esplanada, à noite... Há que aproveitar este tipo de oportunidades, uma coisa tão simples não terá este impacto nela por ela muito mais tempo... ;-)
 
No sábado, fomos às compras... comprei um perfuminho para mim... Armani Diamonds... Muito bom. Tomámos café numa esplanada do Parque Expo... Almoçámos, fomos até ao Jardim Garcia d’Orta... Vimos todo o tipo de árvores, tirei umas fotos lindíssimas... Depois do jantar, saí. Os Ficheiros Secretos, pois claro... Uma excelente companhia, da minha idade. Calmo, simpático, inteligente, «boa onda», medianamente interessante em termos físicos... Cinema, gelado, muita conversa... Fiquei com um humor excelente... Quando terminou, pensei... «Porque é que não me apaixono por um homem assim?»?! (E daí o meu último post!)
 
No domingo, por mais estúpido que pareça, um programa semelhante, mas com o cumprir de uma promessa que faço à minha filha desde há... 5 anos?! Ir ver os aviões aterrarem e levantarem voo. Moro nos arredores de Lisboa desde que nasci, bem assim como a minha filha. Prometi-lhe inúmeras vezes ir ao aeroporto ver os aviões, já que, viajar dentro deles só para o ano (Açores, aqui vamos nós!)... Encontrámos um sítio excelente... Uma foto para mais tarde eles recordarem... E a sensação excelente de uma promessa de há muito cumprida!
 
Ainda no domingo, travei conhecimento com um jovem muitíssimo guapo... Inteligente... Digamos que fiquei com vontade de travar um conhecimento mais profundo... :-D
 
Hoje, depois do trabalho, uma saída mais uma vez dedicada à família... Uma surpresa, uma saída um pouco sem destino... E fomos parar às docas, para um café e um gelado, respectivamente... Uma preparação para a minha filha, quando a começar a levar para «abanarmos o capacete»!!!
 
E assim, sem sair de Lisboa mesmo tendo cá vivido uma vida toda, se passou um fim-de-semana muito agradável...
 
Em relação aos «pensamentos vagos»... Ocorreram-me muitos nestas últimas horas... mas não aponto nada e depois não me lembro... Um dos que ainda me lembro é esta história da felicidade... Penso que ninguém deve aspirar a mais do que «momentos de felicidade». Se aspira vai precisar de anti-depressivos, porque a felicidade é daqueles sentimentos que vêm aos pedaços... Não é possível sentir-se feliz 24 horas por dia durante uma semana, por exemplo! E talvez a razão pela qual eu me considere uma pessoa feliz é por isto mesmo: sou capaz de me sentir muitíssimo feliz pelo simples facto de levar a minha família a tomar um café nas docas, ver os peixes, ver o comboio na 25 de Abril e os aviões a passar por cima de nós. Por ir à Expo e redescobrir um parque onde se vêm coqueiros, mangueiras (será assim que se diz?!), a árvore do chá, o arbusto do piri-piri, o hibisco, a flor do maracujá (google it, if you’ve never saw it – lindíssima!)... sei lá...  O sorriso da minha filha ao saber que a mãe preferiu ir à esplanada com ela do que ao cinema...

Beijos!

publicado por Trintona(inha) às 23:24
sinto-me: EX-CE-LEN-TE!
música: Império dos Sentados - Longe de ti

24
Ago 08

Porque é que as mulheres só desejam os homens que está na cara que as vão tramar? Mais tarde ou mais cedo, de uma forma ou de outra...

 

Porque é que os homens certinhos nos tranquilizam, nos suscitam alguns sentimentos de carinho... mas não dão AQUELA pica?!

 

Porque é que o «amor tranquilo» não chega?

 

Havia muito para dizer, muito tema para reflectir... Mas não há tempo...

 

Beijo

publicado por Trintona(inha) às 23:42
sinto-me: Será que vai chegar o meu dia?
música: Encosta-te a mim - Jorge Palma

21
Ago 08

"O que é que eu quereria num homem, fantasiando que ia ficar tão apaixonada por ele que ia querer voltar a ter uma relação «à moda antiga»"

Este tema surgiu de uma «conversa» onde senti que estava a ser acusada de ser fútil, por só querer saber do exterior de um homem.

Não sei se alguma vez falei em querer qualquer coisa de um homem, fosse o que fosse, sem mencionar sempre o factor inteligência. Nem que fosse só para uma queca. Se o fiz, foi falha minha. Mesmo para sexo «apenas»... como se o sexo fosse coisa que não exige uma série de conhecimentos, know-how e saber estar?!

Bom, fantasiando que eu conhecia AQUELE homem... Que me faria acreditar outra vez no amor, na entrega incondicional, na capacidade de estar com uma só pessoa (lealdade, fidelidade, monogamia, chamem-lhe o que quiserem)... Na vontade de envelhecer ao lado daquela pessoa... De partilhar intimidade...

As primeiras características que me ocorrem para este homem-maravilha são, acima de tudo, intelectuais. Não vou mentir e dizer que a parte física não é importante. Porque é. Quando falo de idade, da altura, falo claro de físico. Claro que um homem de 40 anos é ainda muito atrante, mas é, quase de certeza, mais experiente, mais seguro de si, terá um maior à-vontade... Até nisso declino a parte física em detrimento da parte intelectual. Neste momento aceitava mais facilmente um namorado/homem/amigo colorido de 40 anos do que um de 20. Por isso não tenho sexo há algumas semanas, como falava um comentário. Não tenho porque a opção mais fácil não me interessa neste momento.

O homem-maravilha tinha que, para início de tudo, me dar a segurança de que, se quisesse estar com outra pessoa, terminaria primeiro a relação comigo. Não sei como e se isso algum dia vai ser possível, por isso uso o verbo fantasiar... Depois, tem que ser inteligente. Como também creio já ter escrito aqui, se há coisa que não consigo tolerar por muito tempo é a ausência de uma conversa interessante, de alguém que não fala o português muito correctamente e, pelo menos, mais o inglês... Incomoda-me o não saber vestir à altura de uma situação. A falta de educação. A falta de valores... O não saber estar numa situação mais delicada, não saber expôr de uma forma sucinta e directa aquilo que quer. Sei lá. Ficava aqui a noite toda. 

O sexo é importantíssimo. Há quem diga que, numa relação, vale 10% quando é do bom e 90% quando é mau para um dos parceiros. Acho que é uma boa verdade. Assumo que é importante, para mim. Mas o sexo depende directamente tanto da parte física, como da parte intelectual. Por isso, mesmo «só» para sexo, considero importantes as características de que costumo falar.

Da parte física, não acho que o meu ideal seja muito exigente. Uma determinada altura. Um excesso de peso não muito flagrante não me incomoda, mas melhor seria que não existisse. Uma faixa etária que se prende com outras questões mas também com o aspecto. Desde que conheci um determinado homem que me despia com os olhos de cada vez que nos encontrávamos, comecei a achar um homem «careca» muito sexy. Ainda hoje «sonho» com ele. Não era bem careca... tinha umas generosas entradas e resolvia o problema rapando o cabelo todo. Mas era cinturão negro, portanto há outros factores envolvidos. ;-) Mas só para dizer que nem em relação ao cabelo sou exigente na parte física. Uma cara agradável, um rosto bem barbeado, uns dentes e umas mãos cuidadas... Ah... Pouco peludo. Isso sim é essencial. O ideal seria aquele tórax de nadador, bem torneadinho, sem pêlos... Mas entendo que não se possa ter tudo... ;-)

E parece que preciso voltar a escrever sobre os rafeiros... Para ver se consigo encontrar a causa do «padrão». Um, enfim. Dois, é azar. Três, não é coincidência...

Ah!!! E hoje foi um dia muito especial... Quando achava que o Labrador estava de férias... Tive um encontro imediato de um grau infinitamente inferior ao que eu desejaria com ele... Duas vezes... Como dizia a canção... "Tou na lua..."

Beijos!

publicado por Trintona(inha) às 18:33
sinto-me: Picada!
música: Rihanna - Take a bow

Ontem saí, fui atender a um compromisso social ao qual não me apetecia de todo comparecer, mas nem sempre nos podemos esquivar de todos os compromissos que nos esperam...

 

Saí, deixei os miúdos entregues... Parei na minha pastelaria de eleição... Tomei um café. Já de partida, para o tal compromisso, ligo o leitor de CD's, escolho a música que mais me agrada a arranco com o carro. Sinto uma sensação de liberdade, de felicidade... Nem sei bem porquê.

 

Permiti que os momentos comigo mesma voltassem a rarear.

 

Talvez pela simples sensação de que estou só, que tenho a liberdade de parar o carro onde quiser... O meu primeiro instinto foi rumar a Sintra, às praias. Adraga, Aguda, Magoito. Qual delas a mais linda, a mais atractiva...

 

Gosto de conduzir. Dizem que é um sentimento mais masculino que feminino mas gosto de ter o poder de comandar uma máquina. De sentir que a controlo. E da liberdade que o ter um meio de transporte próprio me dá. Penso muitas vezes que, se não o tivesse, não faria nem metade do que faço. Nem conheceria os sítios que conheço. Adoro a sensação de me meter nele e conduzir para onde bem me apetecer.

 

Por outro lado, também me agrada a ideia de me sentar no lugar do pendura e ser levada, com total confiança, de surpresa, para onde o condutor lhe aprouver. São, talvez, sentimentos diametralmente opostos, mas igualmente deliciosos. Há momentos para uns e momentos para outros.

 

Ao efectuar esta pequena reflexão, lembro-me de um comentário sobre o quão topo-de-gama queremos que as nossas vidas sejam. Eu não preciso de grandes bens materiais para ter os meus momentos de felicidade. O meu carro é dos mais baratos da marca. Tem 5 anos. A minha casa é um T1, muito embora tenha mais área útil que muitos T3. Não visto roupas de marca. Não tenho uma Nespresso. Gostava, mas não tenho. Mas não sou menos feliz por isso.

 

Acredito piamente que um dos motivos pelos quais nos estamos a afundar como sociedade é precisamente porque estamos a achar e a passar aos nossos filhos que TER e PARECER é mais importante que SER. Mesmo sem ter o almejado telemóvel do Labrador. Sem que nenhum dos 3 rafeiros (sim, apareceu mais um...) se tenha transformado num Bull Terrier... Sem sexo há algumas semanas, porque não tenho pachorra sequer para combinar qualquer coisa. Tenho andado levada da breca. Impaciente. Sem paciência para os homens que se cruzam comigo nestes caminhos da vida.

publicado por Trintona(inha) às 08:32
sinto-me: Feliz
música: Nada hoje

19
Ago 08

 

Hoje lembrava-me de uma "conversa" com a Ana do blog «Diário de uma divorciada» sobre o porquê de termos a sensação de não haverem homens interessantes e livres.
Questão número um: pode ser mesmo só nossa impressão.
Questão número dois: todas as estatísticas estão contra nós; os homens nascem em menor número, morrem mais cedo, tenho a ideia (claro que posso estar errada) que há uma percentagem muito maior de gays masculinos que femininos...
Questão número três (levantada pela Ana, mas com a qual não posso deixar de concordar): os homens não estão habituados a estar sozinhos. Ou com a mãe, com a namorada, com a mulher... alguns até com a ex-mulher... Pelas questões relacionadas com a manutenção de uma casa, deles próprios... Mas a realidade que eu conheço é esta mesmo. Solteiros, passam a casados. Quando passam a divorciados, voltam para os pais ou seus arredores, para que as mães os voltem a «orientar». Claro que aqui, serão «livres», mas quem quer um menino da mamã? Quando os pais não existem ou é como se não existissem, ou tentam-se «colar» à ex ou arranjam muito rapidamente namorada...
Se emocionalmente apenas, é mais fácil para uma mulher estar realmente só, e por só entendo sem namorado/amigo colorido/marido/amante... não sei. Nunca fui homem, não posso estabelecer comparações deste modo. Mas tive há pouco tempo uma conversa com um amigo, que me perguntava «não é bom ter um homem»... Ao que eu respondi não ver qualquer utilidade em ter um namorado neste momento. As razões apontadas por ele foram três: «nunca estás sozinha», «tens companhia para falar» e subentendeu-se o sexo, mas não chegámos ainda a falar sobre isso. Quanto ao primeiro motivo... triste será, na minha opinião, se se estiver com alguém para não se estar só. Até porque se pode estar com muitas pessoas ao mesmo tempo e estar-se só na mesma. Quanto ao falar... os homens são internacionalmente conhecidos por serem grandes conversadores... :-D  Quanto ao sexo... bom, nem vale a pena explorar. Faz-me lembrar a piada de porque é que as pessoas casadas engordam...
Questão quatro: por interessante entende-se giro, sexy ou como lhe queiramos chamar e com algo dentro da cabeça para que não tenhamos que ouvir os «prontos», o «quer-se dizer» ou o simples facto de ser um homem que sabe estar. Ora, os portugueses são, sensivelmente, 10 milhões. Dados de 1995 (desactualizadíssimos, portanto) dizem que, entre os 15 e os 64 anos, homens são 3 468 844. Diria que, 10% destes são gays. Ou seja, ficam 3 121 959. Destes, cerca de 75% serão casados, pelo que sobram 780 489. Metade destes estão fora da minha faixa etária aceitável... :-D... ou seja, sobram 390 244. Não tenho pretensões a andar pelo país a fora conhecendo pessoas, pelo que só me cruzarei pelos homens que moram na minha área geográfica... Lisboa... Terá cerca de 25% da população de todo o país? Sobram 97 561. Digamos que metade destes não reúnem os difíceis requisitos que eu (esquisitona!) imponho. Ficam 48 780. Onde andam estes homens?! Serei eu que me enganei nas contas? Ainda me faltam algumas variáveis? Claro que destes haverá sempre uma percentagem que não me quereria...
Hoje estou mesmo como o outro:
«Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem nao conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Vou continuar a procurar
A minha forma
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde eu nao estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu nao vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu nao estou»
publicado por Trintona(inha) às 22:37
sinto-me: Desanimada...
música: António Variações - Estou Além

17
Ago 08

O fim-de-semana prolongado foi óptimo... A costa alentejana ainda é o que era, muito sossego, excelente praia onde se consegue ouvir o mar e não o relato de como foi a semana da família ao nosso lado. A praia, só por si, é lindissíma.

 

Os 3 dias, por outro lado, serviram bem o seu propósito, o de recarregar baterias até às férias. Que começam no meu dia de aniversário, 32 primaveras, no final da semana que vem. Que bom...

 

Ao ler um outro blog, o diário de uma divorciada, veio-me à memória uma das questões mais preementes no meu fim-de-semana... Porque é tão difícil olhar para um homem e pensar «Assim, sim...»

 

Chego a pensar... devo ser eu que sou muito exigente... E estou só a falar da parte física, porque se vamos para a parte do psicológico, do interior... Ai... Mas voltando ao físico... Nos três dias que lá estive, só houve um elemento do sexo oposto que me fez virar a cabeça... Passo a descrever, pois então, que é o protótipo daquilo que eu gosto de olhar...  E claro, se tal me fosse permitido, mais do que olhar...

 

Já aqui disse... alto. É a primeira coisa que me salta ao olhar. Já aprendi a tirar o limite superior da altura... Mas o do inferior ainda não consigo abdicar... Um homem com menos de 1,70 fica da minha altura, porque ando invariavelmente de saltos... E não acho atraente. Pronto. Azar, se calhar meu. Mas não me atrai.

 

Este era moreno, cabelo castanho, olhos escuros também. Normalmente, é este o género que mais me cativa o olhar... Para ser loiro e eu achar giro, tem que ter mesmo uma cara fenomenal... ;-) Olhos verdes, azuis ou cinzas... Não me atrapalha...

 

Vestido com cuidado, apesar de praticante de desportos radicais (vejam lá se eu não tenho olho)... T-shirt preta, calção caqui, botas limpas...

 

Deixo por último a cara. Apesar de parecer ser ordem do dia andar de barba por fazer, este espécimen trazia a cara impecavelmente limpa... sem vestígios de pêlos... E uns traços perfeitos, lindo...

 

E não é que, ao passar por ele no caminho de volta dou com ele a mirar-me prolongadamente?!?! Logo a horas de eu me vir embora?! Não há direito!

 

Mas o busílis da questão é... Tanto homem e só um tinha um exterior que se aproveitasse!? Claro que, se eu estivesse interessada em avaliar o interior... provavelmente teria uma decepção... Onde é que andam os homens giros?!

 

Mas depois penso... Em relação ao grau de exigência... Se eu já nem falo das questões interiores... Estamos a ser exigentes? Não sei. Acho que não. Fico baralhada...

 

Bom, e amanhã começa a penúltima semana laboral, antes de começar uma nova época, com novas rotinas familiares... Grandes revoluções me aguardam...

 

Beijos!

Trintinha

 

 

 

 

publicado por Trintona(inha) às 22:20
sinto-me: Com as baterias no máximo!
música: Meravigliosa creatura - Gianna Nannini

07
Ago 08

Penso que, felizmente, me consegui afastar deste tema o suficiente, no blog. Porém, hoje, tive uma «discussão» com uma amiga, que muito me fez pensar sobre este assunto.

 

A estatística que eu lhe dei, na qual acredito fielmente, é que existem cerca de 0,01% de homens que são capazes de ser «fiéis». Ora, se somos cerca de 11 milhões, se nem metade são homens... Enfim... Muito mau... Depois temos os demasiado novos, os demasiado velhos... Os que são tão fisicamente não-atraentes que não têm essa hipótese...

 

Depois a palavra em si, «fidelidade»... Não gosto dela. Faz-me lembrar demasiado os cães. Esses sim, são fiéis. Os homens ou as muheres, podem ser «leais», quanto a mim. Porque até podem ter tido um caso, uma aventura, um flirt... Mas podem ter a honestidade e lealdade suficiente para chegarem à pessoa com quem assumiram o compromisso de viver uma vida a dois (não a três, quatro ou cinco... ou sei lá) e dizer o que se passou. Pelo contrário, a realidade que eu conheço é que o escondem com todas as forças.

 

E depois, porque é que continuamos a acreditar que o outro pode ser leal para connosco... Deve ser bem reconfortante pensar «Ah, sim, a pessoa com quem estou pertence aos 0,01%»... A incerteza é desconcertante, e creio que o nosso cérebro prefere imaginar um cenário tranquilizador, não o pior possível. Há jogos e exercícios muito engraçados que mostram isso mesmo... Que a nossa mente não consegue suportar o vazio, a incerteza, por isso «monta» um cenário muito próprio... se não, enlouqueceríamos...

 

Depois discutíamos a questão do tipo de relacionamento, do que se espera de cada um deles... Ela voltou a viver com um homem, coisa que eu não consigo conceber desejar neste momento... Ela não entende isso e acha que é apenas uma coisa, que me vai passar... Penso que deve haver um meio-termo... Entre sexo com quem calha e um namorado... Não há intermédio? Pois é esse intermédio que eu quero, pois não acredito em namorados fiéis/leais. E farta de ser leal a quem não o é para comigo estou eu farta...

publicado por Trintona(inha) às 22:06
sinto-me: Desconcertada!
música: Hoje nada...

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