Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

23
Mai 10

Hoje os meus olhos humedeceram-se por duas vezes. Motivos diametralmente opostos.

 

Não acredito em coincidências, por isso, ter passado por "ele" quando bastava ter saído de casa 5 segundos depois para não ver... Tinha de acontecer. Tinha de acontecer hoje. E ainda bem. Pode ser que, agora, finalmente, um ano e três dias depois, o consiga tirar do meu sistema. Vou elaborar uma lista no meu diário de papel para me ajudar, quando ele quiser voltar para mim e eu fraquejar.

 

Numa próxima vida, talvez... Nesta ainda falhámos uns anos e umas ruas, pode ser que numa das próximas acertemos...

 

A segunda vez... Tenho de agradecer. Obrigada, ilustre-giríssimo-desconhecido-ciclista-com-sorriso-que-encandeia-e-fascina, que me arrancaste um sincero sorriso, sem me dizeres uma palavra... e me fizeste sentir nas nuvens. Obrigada... Vou continuar a voltar ao paredão na esperança de te voltar a encontrar. Tenho 33 anos e acho que nunca sorri a um desconhecido... ainda que me tivessem dirigido algumas palavras, que não foi o caso... Mais um momento para recordar ainda que viva 100 anos mais.

publicado por Trintona(inha) às 00:36
sinto-me: Suuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuper
música: Alicia Keys - Pray for Forgiveness

22
Mar 10

 

Hoje o mundo inteiro tirou senha para me moer o juízo!

 

A excepção foi a existência de quatro pessoas muito especiais na minha vida, e o almoço, a ver o Tejo, em alto astral!!!

 

Obrigada água, obrigada rio, obrigada mar!!!

 

(Na outra vida fui golfinho, é certo!)

 

:-)

 

PS: Isto aqui do batráquio está diferente!

publicado por Trintona(inha) às 23:10
sinto-me: Bah
música: Hoje nada!

20
Mar 10

 

Está a fazer, precisamente por esta hora, dois anos que entrei nesta casa com a sensação notória que tinha menos uns bons kilos em cima dos ombros. Nunca me hei-de esquecer, nem que viva cem anos mais, do momento em que entrei na cozinha, fechei os olhos e pensei "Não mais discussões, não mais desconfianças, não mais guerras, não mais fechar os olhos". E senti-me, novamente, feliz.

 

Têm sido dias conturbados, alguns, mas todos eles de muita independência. Um casamento não é aquilo. Um casamento deve ser partilha, amor, paixão, confiança, apoio, suporte... E recíproco, em tudo...

 

Por isso, acabou.

As comemorações começaram ontem e ainda não acabaram...

 

 

publicado por Trintona(inha) às 16:30
sinto-me: Super!
música: James Morrison - you give me something

28
Nov 09

 

Já por várias vezes te descrevi como um barco. Um barco no qual estou, do qual não consigo sair, pelo que não tenho outra hipótese senão manter-me nele o melhor que conseguir.

 

Mas não consigo mais. Este barco não me leva onde eu quero, onde eu preciso de ir para me sentir feliz. Este barco já não me traz felicidade. Não quero mais. Quero sair!

 

Não acho justo apanhar outro barco já se seguida. Quero ir nadar um pouco. Nadar em águas quentes, límpidas, serenas, relaxar o meu corpo, cansado, tenso, dorido...

 

Mas ao mesmo tempo sei que substituir-te ia tornar tudo mais fácil. Talvez me desse forças para quando tu saires do porto e me quiseres fazer embarcar outra vez. E tenho outro problema, mais um: não é fácil arranjar uma embarcação assim. A fasquia foi colocada muito alta. E não é justo para o "substituto".

 

Quero ir para mar alto e deixar estes baixios perigosos...

 

 

publicado por Trintona(inha) às 00:47
sinto-me: de rastos...
música: David Fonseca - Little Things II

26
Out 09

 

 

Há dias em que, por muito optimista que uma pessoa seja, não é possível ignorar e sorrir.

 

Tenho uma parede a cair.

 

Corro o risco de ter de equacionar a minha incursão académica.

 

Preciso que aquela pessoa me dê mais e não sei sequer como ou quando pedi-lo. Passei de fugir de quem queria mais do que eu estava disposta a dar para ser eu que quero tudo. E quando digo tudo, digo tudo mesmo. E conforme vou escrevendo estas palavras imagino limites, e não os tenho. Por um lado assusta. Por outro, saber que voltei a sentir esta intensidade sabe bem. Significa que não morri por dentro. Significa que serei, se necessário, capaz de voltar a amar. Não voltei à inocência do "morrer por amor" mas serei capaz de deixar este amor morrer, se esse for o caminho, e voltar a deixar, uma vez mais, nascer um outro. Permitir que alguém me ajude a ser um pouquinho mais feliz. Não é fácil.

publicado por Trintona(inha) às 18:56
sinto-me: Cansada e triste
música: Hoje nada

05
Out 09

 

Enquanto faço o almoço na cozinha, os miúdos dançam alegremente ao som da música que mandaste para eles. Olho-os, são lindos, adoro-os, e é por eles que não me deixo deprimir pela tua ausência na minha vida.

 

Tento pensar antes nos momentos bons que passei contigo e não na imensa saudade que existe no meu peito. Na imensa saudade que tenho da tua boca em mim, de me permitir sentir finalmente protegida, no teu abraço.

 

Penso se alguma vez vou voltar a encontrar na minha vida alguém como tu, alguém que me faça sentir como tu um dia fizeste. Não sei. Gostava de acreditar que sim. E depois penso... QUERO-TE A TI DE VOLTA!!! Mais ninguém... Por uma fracção de segundo penso, espero, desejo que isto seja só uma fase, que me ligues, fales no MSN, mandes mensagem ou mail... E depois volto a pensar... "Não penses nisso, afasta-o do pensamento e do coração, vais começar uma fase tão difícil na tua vida, não podes, não deves estar preocupada com ele, por mais que aches certo!"...

 

Nas rádios passam músicas que eternamente me farão lembrar de ti. No meu pc, no leitor de mp3, todos parecem conspirar... São tantas que se tornaria impossível enumerá-las, se assim o quisesse fazer. Uma delas, o teu tom de toque no meu telemóvel, continua a acelerar o meu coração. Por momentos penso que és tu a ligar-me... Mas não és, não vou voltar a ver o teu nome no meu telemóvel... Apaguei todas as mensagens que tinha tuas. A cada minuto que tinha livre ia lê-las uma vez mais e isso estava a fazer-me mal.

 

Espero que sejas muito feliz, meu amor... eu vou tentar sê-lo sem ti...

publicado por Trintona(inha) às 19:09
sinto-me: Inconformada
música: James Morrison - Please don't stop the rain

27
Set 09

 

 

A seguir a este fim-de-semana preciso de outro só para descansar. Desde natação, bicicletas-Cascais-acima-Cascais-abaixo, parque em dose dupla, shopping em busca DAQUELA mochila, estou de rastos. Claro que a saída nocturna não ajuda ao corpo mas ajuda ao equilíbrio da mente. Sou mãe mas também sou mulher.

 

Por último, momento de lazer para esta mãe esgotada e entro na FNAC. Meio minuto a olhar para a prateleira dos autores que tenho lido ultimamente (sim, tenho lido!) e escolho um livro que já devia ter lido há muitos anos, escrito na década de oitenta. Abro, folheio, acho bom e trago-o. Quando começo a ler ainda me surpreendo com as "coincidências"... Não só é a minha situação actual como me faz compreender umas quantas coisas que se passam e eu não entendia porquê.

 

E mais tarde, antes de escrever este post, converso um pouco e surge a frase que motivou a escrita: "Nós temos tolerância 0 para tretas nas relações". Pois é, é como me sinto, sem tirar nem pôr. Há muito muito sentimento, muita vontade, mas pouca paciência para tretas... E nem de propósito, o WMP toca "Gravity". Música fantástica, que associarei sempre a esta pessoa que me põe a escrever assim... E fico com medo de não ter a força necessária para, amanhã, tomar a decisão certa e portar-me à altura...

 

publicado por Trintona(inha) às 18:15
sinto-me: Sad
música: Sarah Barreilles - Gravity

16
Jun 09

 

 

Hoje alguém conseguiu o feito de me surpreender. É coisa cada vez mais rara.

 

Mas hoje, uma pessoa conseguiu. Conseguiu ser tão falsa, tão hipócrita, tão dissimulada, que me surpreendeu. Pela negativa, é certo. Ainda consigo ter a inocência de me surpreender com situações como esta, o que é bom, de certa forma. Significa que ainda tenho uma réstia de esperança na natureza humana. E que ainda acredito. Para o bem e para o mal.

 

Vou ver se a almofada é realmente a melhor conselheira. Amanhã volto.

 

publicado por Trintona(inha) às 01:00
sinto-me: Triste, desanimada, vazia...
música: Nada hoje!

12
Mar 09

 

Está quase a chegar, na minha vida, uma data memorável: um ano de liberdade.

 

Um ano de chegar a casa e não me sentir oprimida. De não me sentir enganada. De não sentir que todos os meus esforços não são quer notados.

 

Um ano de me sentir apreciada, não depreciada... Observada, não transparente... Ouvida, não ignorada...

 

De uma das primeiras vezes que entrei em casa depois dessa data surpreendi-me a mim própria a experienciar aquela situação de me sentir "com menos 10 kg em cima dos ombros"...

 

Neste ano tanto vi os olhos de cachorrinho abandonado como recebi mensagens de agradecimento pela minha atitude (como se eu não tivesse tido "ajuda" a tomar a decisão)... A instabilidade sempre foi um ponto forte seu...

 

Tenho algumas ideias de como posso celebrar este dia... algumas meio doidas... Mas ainda não decidi...

 

 

Não costumo colocar letras, mas esta música há-de ser sempre a banda sonora deste capítulo...

 

How about a round of applause
Standing' ovation

You look so dumb right now
Standing' outside my house
Trying' to apologize
You're so ugly when you cry
Please, just cut it out

And don't tell me you're sorry 'cause you're not
Baby when I know you're only sorry you got caught

But you put on quite a show
Really had me going
But now it's time to go
Curtain's finally closing
That was quite a show
Very entertaining'
But it's over now (but it's over now)
Go on and take a bow

Grab your clothes and get gone (get gone)
You better hurry up before the sprinklers come on
Talking' about, girl, I love you, you're the one
This just looks like a re-run
Please, what else is on (oh)

Oh, and the award for the best liar goes to you
For making me believe that you could be faithful to me
Let's hear your speech out

But it's over now...

publicado por Trintona(inha) às 22:35
sinto-me: Excelente!!!
música: His song: Take a bow - Rihanna

03
Ago 08

 

Hoje, em conversa com a minha mãe, surgiu-me um tema para um post. Polémico, provavelmente. Passou por nós um casal. Ele, interessante. Uma criança, cujo aspecto ou estado não vem para o caso. Ela descuidada, com uns bons 30kg a mais. A minha mãe comentou prontamente: «Olha, mais uma, como tu dizes, que não está feliz...» Isto porque eu costumo dizer que, quando há um casal em que um deles engordou imenso e o outro se mantém elegante... Há qualquer coisa que não está a correr bem... E em Portugal o mais comum é a mulher estar gorda, de cabelo oleoso, amarrado num rabo-de-cavalo desmazelado... enfiou umas calças de ganga quaisquer e a primeira sweat-shirt ou t-shirt, conforme a época do ano, que lhe apareceu à frente... e pronto. Ele, cheiroso, barba feita, cabelo cortado a rigor, roupa bem arranjada, porte atlético... Não há qualquer coisa que não está bem? Ok, temos sempre a desculpa dos filhos. Das gravidezes. Mas... num ano não se perde o peso a mais? Perde, sim... O problema é que, para isso, é preciso estarmos com a cabeça no sítio, olharmos para o espelho, e percebermos (e acho que é aqui que reside o problema da maioria das portuguesas) que para cuidarmos da nossa família temos que começar por nós mesmas... E o chocolate onde afogamos as mágoas não é o nosso melhor amigo... É viciante e a maioria das pessoas não se apercebeu ainda que comer também é um vício...
Comparando com uma situação prática, quando se faz um salvamento na água, em que existam barreiras físicas, como por exemplo, junto a um cais, deve-se colocar o corpo da vítima entre nós e esse objecto. À primeira vista, e quando ouvi isto pela primeira vez, poder-se-à pensar «Isso seria do mais egoísta que já ouvi!». Mas, aprofundando, podem-se fazer as contas. Se protegermos a vítima e embatermos nós, podemos morrer nós próprios e a vítima não teria nenhuma vantagem nisso – morreria também. Se colocarmos a vítima, pode ter algumas conseqüências, mas não será certamente por si só uma sentença de morte para os dois. Numa família considero que se passa o mesmo. Cuidamos dos filhos. Trabalhamos fora de casa. Cuidamos da casa, e ainda ouvimos a expressão do «ajudar» (se a casa é dos dois, se os dois trabalham fora dela, porque é que eles «ajudam»? não será dividir o verbo certo? dividir as tarefas domésticas? e já agora, em partes equitativas?) e ainda temos de manter o marido bem arranjado, como oiço da geração anterior? E se, nesta geração, ainda há quem ache que «trazer o marido bem arranjado» é função da mulher, por favor, não mo digam...
Para podermos cuidar dos nossos filhos e ser a mulher que eu considero ser à altura de qualquer homem que o mereça, temos de cuidar primeiro de nós, e acima de tudo, da nossa cabeça. Ser uma mãe calma, ponderada, oportuna, educadora mas não castradora... Uma mulher atenciosa, carinhosa, disponível emocional e fisicamente... Não é fácil, e há que começar pelo que é essencial que esteja equilibrado. Por isso, um conselho de alguém que tinha alguém que nada disto fazia: dêem banho aos miúdos, encham a dispensa sozinhos de vez em quando, levem os miúdos a passear nem que seja para a vossa mais-que-tudo poder tomar um banho em paz, estejam em casa. Porque um dia, ela explode... e podem encontrar as malas à porta... ou a casa vazia...
publicado por Trintona(inha) às 18:15
sinto-me: Decidida!
música: Amor I love you - Marisa Monte

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