Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

16
Jun 09

 

 

Hoje alguém conseguiu o feito de me surpreender. É coisa cada vez mais rara.

 

Mas hoje, uma pessoa conseguiu. Conseguiu ser tão falsa, tão hipócrita, tão dissimulada, que me surpreendeu. Pela negativa, é certo. Ainda consigo ter a inocência de me surpreender com situações como esta, o que é bom, de certa forma. Significa que ainda tenho uma réstia de esperança na natureza humana. E que ainda acredito. Para o bem e para o mal.

 

Vou ver se a almofada é realmente a melhor conselheira. Amanhã volto.

 

publicado por Trintona(inha) às 01:00
sinto-me: Triste, desanimada, vazia...
música: Nada hoje!

12
Mar 09

 

Está quase a chegar, na minha vida, uma data memorável: um ano de liberdade.

 

Um ano de chegar a casa e não me sentir oprimida. De não me sentir enganada. De não sentir que todos os meus esforços não são quer notados.

 

Um ano de me sentir apreciada, não depreciada... Observada, não transparente... Ouvida, não ignorada...

 

De uma das primeiras vezes que entrei em casa depois dessa data surpreendi-me a mim própria a experienciar aquela situação de me sentir "com menos 10 kg em cima dos ombros"...

 

Neste ano tanto vi os olhos de cachorrinho abandonado como recebi mensagens de agradecimento pela minha atitude (como se eu não tivesse tido "ajuda" a tomar a decisão)... A instabilidade sempre foi um ponto forte seu...

 

Tenho algumas ideias de como posso celebrar este dia... algumas meio doidas... Mas ainda não decidi...

 

 

Não costumo colocar letras, mas esta música há-de ser sempre a banda sonora deste capítulo...

 

How about a round of applause
Standing' ovation

You look so dumb right now
Standing' outside my house
Trying' to apologize
You're so ugly when you cry
Please, just cut it out

And don't tell me you're sorry 'cause you're not
Baby when I know you're only sorry you got caught

But you put on quite a show
Really had me going
But now it's time to go
Curtain's finally closing
That was quite a show
Very entertaining'
But it's over now (but it's over now)
Go on and take a bow

Grab your clothes and get gone (get gone)
You better hurry up before the sprinklers come on
Talking' about, girl, I love you, you're the one
This just looks like a re-run
Please, what else is on (oh)

Oh, and the award for the best liar goes to you
For making me believe that you could be faithful to me
Let's hear your speech out

But it's over now...

publicado por Trintona(inha) às 22:35
sinto-me: Excelente!!!
música: His song: Take a bow - Rihanna

11
Mar 09

Hoje tenho mais uma dúvida existencial e muito pouco tempo para escrever. Por isso, aqui vai:

 

Porque será que as pessoas só dão valor ao que tinham depois de "o/a/os/as" perder?

 

 

publicado por Trintona(inha) às 01:10
sinto-me: Mais uma vez, inquisidora!
música: Superhuman - Chris Brown

06
Mar 09

 

Em conversa com um amigo, surgiu a questão dos homens que têm um comportamento inadequado face à sua situação "matrimonial".

 

Quer seja sair com amigos e regressar já quase de manhã, quer situações que envolvam, nos seus vários espectros, outras mulheres. Uma primeira vez, pode acontecer a qualquer um. Sou a primeira a dizê-lo. Acontecer uma primeira vez e sentir a consciência pesada, creio que será uma situação normal e até compreensível.

 

O que eu não entendo, e conheço várias personagens assim, é porque é que as pessoas o fazem vezes sem conta, se de cada vez que sentem que erraram, ou melhor, podiam ter uma atitude mais correcta, pensam em mil formas de não serem apanhados e depois voltam a reincidir uma vez, e mais outra... às vezes até serem efectivamente apanhados.

 

Burrice?

 

Falta de consciência?

 

Apetência pelo risco?

 

Falta de noção das consequências dos seus actos?

 

Relação prazer/risco demasiado elevada?

 

Penso que, de uma forma geral, cada sexo terá a sua opinião. De uma forma particular, haverão pessoas que sabem bem do que falo e que terão noções bem mais especificas e certeiras do que as minhas. Eram essas que eu gostava de conhecer...

 

Beijos!

publicado por Trintona(inha) às 19:49
sinto-me: Inquisidora!
música: É isso aí - Ana Carolina e Seu Jorge

28
Dez 08

 

Costumo dizer muitas vezes que os homens da minha geração são "vítimas" de um desencontro de valores culturais.

 

Por um lado, tiveram como exemplo uma geração em que a maioria das mulheres não trabalhava fora de casa, e em que aí, compreensivelmente, faziam todas as tarefas domésticas sem um queixume. Se tiveram exemplos de mulheres que até trabalhavam fora de casa, era comum estas mulheres chegarem a casa, apressadas, a fazer o jantar, enquanto o «macho» se prostrava em frente à TV. Depois, comiam... e o macho voltava para o sofá. A fêmea, claro, ia "arrumar" a cozinha... Depois, dependia da idade dos filhos, mas o resto da noite ainda a podia contemplar com banhos, ajuda nos TPC's, preparar as mochilas para o dia a seguir, lanches... E depois, dependendo do nível de «compreensão»... ainda tinha de se fazer o «frete» para manter o macho afastado das outras fêmeas... ou não... isto leva à aceitação da infidelidade mas não quero ir para aí hoje...

 

Hoje em dia as mulheres estão cada vez mais exigentes. É a minha visão. O homem não deve «ajudar» em casa, as tarefas devem ser partilhadas, já que o são as responsabilidades laborais. Os banhos dos filhos não têm segredos, não há razão para que não sejam eles a dá-los. Casais em que a mulher fica em casa, na nossa sociedade, nos extractos socioeconómicos com que lido (e não são poucos), é raro. Se com dois ordenados não está fácil, imagine-se com um...

 

Bom, e então... os homens, parece-me, ficam baralhados. "Vou seguir o modelo dos meus pais e ficar aqui sentado... ou vou lavar a loiça, quiçá fazer o jantar? Naaaa, isso dá trabalho... e eu estou cansado... ela que faça... tomar conta dos miúdos não custa nada e o trabalho dela também não é assim tão cansativo"... A mulher faz, mas vai engolindo o sapo... mais um... depois entra em indigestão e começam a estalar as brigas...

 

Depois, às vezes, dependendo, como sempre, de uma imensidão de factores, vêem-se, mais ou menos de um momento para o outro, solteiros. Pois. Vítimas de um generation gap.

 

 

 

publicado por Trintona(inha) às 18:20
sinto-me: Bem!
música: Alicia Keys - Superwoman

22
Set 08

Já aqui devo ter dado a entender várias vezes a dificuldade que sinto em pôr de lado o passado e recomeçar a viver de novo. Viver na verdadeira acepção da palavra, em termos amorosos/relacionais. É difícil voltar a confiar. Mesmo que não seja na mesma pessoa. Mesmo que não tenhamos razões reais para desconfiar. Se há algo remotamente semelhante com algum episódio do passado, o primeiro pensamento que me assola é «estás a ser enganada...»

 

Uma das poucas coisas que me ficou das duas únicas sessões de psicoterapia que fiz na vida foi a explicação racional desta dificuldade em voltar a confiar... Não quero pôr-me numa posição de fragilidade, de permitir que alguém me magoe outra vez... Damn, you're right, lady! Porque é que havia de deixar?! Porque se não me permitir colocar outra vez nessa posição... e quem sabe mais uma dúzia de vezes, nunca mais vou viver um amor intenso?! Ah, pois é... Eu SEI disso... Agora... PERMITIR...

 

Tenho muitas saudades do irlandês. Vou vê-lo amanhã. Mas sei que, mesmo que ele me dissesse que encontrou outra pessoa, a vida continua. Agora, será porque não me entreguei incondicionalmente ou porque, simplesmente, aprendi que não se morre de amor? Ou será que, apesar de não aceitar convites «para café» ;-) nunca afastei por completo os «pretendentes» e isso, de alguma forma, me transmite segurança para a minha máxima... «Os homens são como os comboios, perde-se um, apanha-se outro!»? Já sei, é mau... Mas ao menos é sincero! E como nunca jurei fidelidade nem exclusividade, não é desonesto... Como, para mais, não sei como é que ele encara a relação nesta questão... Enfim...

 

Beijos!

 

 

publicado por Trintona(inha) às 20:22
sinto-me: Apesar das dúvidas, bem!
música: Eternamente Tu - Jorge Palma

18
Set 08

 

Não escrevo há uma semana. Uma semana é muito tempo, mas a vida mudou muito.

 

Acordo todos os dias às 7h, levar a miúda à escola... Antes, o pequeno-almoço, rever se a mochila está completa... O stress de chegar a horas...

 

Depois, o regresso para ir levar o outro ao infantário e chegar ao trabalho, mais uma vez a horas...

 

O corropio do PC não me deixa muito tempo para escrever... Enquanto aqui deposito estas palavras que tentei escrever todo o serão, três janelas piscam no fundo do desktop, chamando a minha atenção...

 

O tema para escrever é sempre o mesmo. Não me apetece escrever sobre a sociedade, na qual não vejo melhoras... Criminalidade, pais que não cuidam dos filhos, filhos que maltratam os pais, profissionais que não sabem fazer o seu trabalho de uma forma ética, pais que reclamam contra os trabalhos de casa dos filhos no 1º ano (!)...

 

Bom, dizia eu que o tema é sempre o mesmo. Com ventos que vêm da Irlanda, claro... Exclusividade... Verdade... Frontalidade... Honestidade... Meu Deus. Bom, passo a explicar.

Já sabendo à partida que a minha gestão de tempo não ia ser fácil, quis o destino que a minha primeira «relação» fosse com alguém cujo tempo também não é abundante... Isto faz com que, nos momentos que eu posso sair, ele não possa e vice-versa... Posto isto, para além de toda a problemática que já aqui ponderei pela parte dele, sobra a questão do que faço com as minhas saídas, os meus convites «para um café». Saio sem ele? Com quem? Amigas, sem problemas. Agora, os amigos... Só me lembro de um com o qual as saídas nunca tiveram uma conotação sexual... Não gostaria que ele me dissesse que foi sair com alguém que, por enquanto, é só uma amiga mas que, pelo menos ela, gostaria de mais... Por isso, a minha primeira tendência é nem sequer falar com esses «amigos»...

 

Depois vêm as dúvidas... Será que ele não o faz? Será que não o incomodava? Como é que eu olhava para ele se o fizesse?

 

A hora já vai adiantada e eu tenho que ir...

 

Beijos

 

publicado por Trintona(inha) às 22:52
sinto-me: Baralhada
música: Sempre para Sempre - Donna Maria

11
Set 08

 

Ciúme... Palavra difícil, sentimento complicado de gerir.

 

Porque é que o sentimos? Porque somos egoistas? Porque quando gostamos de alguém queremos pensar que essa pessoa só está emocionalmente ligada a nós? Penso que passa por aqui... Estou numa altura em que tenho que ter calma. Tenho que ser ponderada, não falar de tudo o que me vem à cabeça para não ir parar a assuntos que não quero discutir.

 

Não quero falar sobre a exclusividade. A dúvida dá cabo de mim, mas não quero falar sobre isso. Será que vale a pena falar, logo para começar? Com o meu ex, combinámos que, se algum de nós se sentisse atraído por outra pessoa e quisesse estar com ela, falaríamos um com o outro... Valeu a pena, não foi? Depois... Nem sei como começar uma conversa dessas... Só deixando mesmo surgir o assunto. Pelo que falámos indirectamente sobre o futuro, especialmente acerca dos meus filhos, fico com a sensação que estamos «em exclusividade», pelo menos teórica... Mas depois vêm as minhas dúvidas sobre o fosso entre o que é a intenção e a realidade. Confiar é difícil... muito... E depois, se eu lhe faço uma «pergunta» desses e ele já assumiu isso como um dado adquirido logo desde o início? Vai pensar que eu andei... por aí... o que não corresponde à verdade...

 

A nomenclatura. O assunto já surgiu várias vezes, mas penso que ambos fugimos dele. Somos... namorados?! E também... o que é que isso interessa? Só pode é levar a algum mal entendido... Por exemplo, encontarmos alguém conhecido e eu não saber bem como o apresentar, ou vice-versa...

 

A questão da relação anterior está ultrapassada... Mas lá chegará o dia em que terei de falar sobre as minhas dúvidas iniciais... Penso que ele compreenderá. Já falámos um pouco (o essencial) sobre a minha relação anterior para que ele compreenda que tinha as minhas razões...

 

A questão dos filhos. Ele não tem, eu tenho dois... Já dá para adivinhar o resto, não é? Que dor-de-cabeça... E o assunto já veio à baila, da parte dele... (Já?!?!?!?!)

 

And last but not least... A questão do morar com... Felizmente, esse assunto nunca surgiu... Nem sei se lhe passa pela cabeça... Mas não quero sequer saber, para já!

 

E agora, cama, que se faz tarde...

 

Beijos!

 

publicado por Trintona(inha) às 23:42
sinto-me: Ciumenta!!! Que mau!
música: Jorge Palma - Casa do Capitão

27
Ago 08

Está a dar na 2 uma série sobre relações, tipo Friends, da qual nem sei o nome, coisa que raramente acontece... Mas irei investigar mais tarde.

 

E isto dá origem a um post na medida em que uma das protagonistas, que está prestes a casar-se, vai a uma vidente, de cartas de Tarot, creio... A terceira carta que lhe sai é Às de Espadas... e ela diz-lhe que isso significa «apenas» a agitação que vai no seu coração... Que se, se vai casar, isso significa deixar de lado a possibilidade de sonhar com outro homem. E tudo na série aceita isto como uma verdade incontestável...

 

Um outro bom exemplo é a história das despedidas de solteiro (a)... Elas fazem uma reunião, onde falam, bebem uns drinks... Eles vão a um clube de strip... E os amigos (por acaso nesta série não) pagam-lhe uma private dance... Na ficção, tudo isto acontece imaculadamente... Os homens têm as amantes/ múltiplas namoradas/ amigas aos magotes, e nada lhes acontece. Ou seja, se são casados são aclamados como grandes machos, as mulheres perdoam quando vêm a saber, e vivem na mesma felizes para sempre.  Onde estão as séries onde as mulheres são infiéis (ok, Desperate Housewifes não conta... não sigo tanto quanto gostaria, mas a única que foi infiel voltou a estar com o marido... que esteve preso... telenovela mexicana)? Onde estão os filmes que mostram um homem que escolheu o caminho de ser desleal e que aceita airosamente as consequências dos seus actos?

 

E a consciência dessas mesmas pessoas... Como fica depois de?

 

Depois desta minha experiência fiquei, necessariamente, mais madura. Ou desesperançada... Penso que andam ambos os sentimentos de mãos dadas... Mas o que quero dizer é que, penso eu, um pouco da culpa de várias questões que vão mal nos nossos dias está na forma um pouco leviana como alguns media tratam as coisas... A história da infidelidade... A adopção... A criminalidade... Que raio... fazem-se filmes sobre roubar x carros em x segundos! A adopção versa normalmente um casal que adopta uma criança e que esta lhes fica grata para o resto da vida... A realidade que eu conheço não tem nada a ver com isto...

 

Se alguém me tivesse avisado de tudo o que eu hoje sei... Não teria escolhido os caminhos que escolhi... Mas depois penso... Que se as mulheres pensassem todas como eu penso agora, a humanidade já estaria extinta há algum tempo! E claro, que se eu soubesse agora o que vou saber daqui a 10 anos, não daria as cabeçadas que sei que vou dar agora, durante os próximos anos... ou toda a minha vida...

 

Bom, mais pensamentos vagos...

 

Beijos!

publicado por Trintona(inha) às 15:51
sinto-me: Expectante!
música: Fácil de entender - The gift

07
Ago 08

Penso que, felizmente, me consegui afastar deste tema o suficiente, no blog. Porém, hoje, tive uma «discussão» com uma amiga, que muito me fez pensar sobre este assunto.

 

A estatística que eu lhe dei, na qual acredito fielmente, é que existem cerca de 0,01% de homens que são capazes de ser «fiéis». Ora, se somos cerca de 11 milhões, se nem metade são homens... Enfim... Muito mau... Depois temos os demasiado novos, os demasiado velhos... Os que são tão fisicamente não-atraentes que não têm essa hipótese...

 

Depois a palavra em si, «fidelidade»... Não gosto dela. Faz-me lembrar demasiado os cães. Esses sim, são fiéis. Os homens ou as muheres, podem ser «leais», quanto a mim. Porque até podem ter tido um caso, uma aventura, um flirt... Mas podem ter a honestidade e lealdade suficiente para chegarem à pessoa com quem assumiram o compromisso de viver uma vida a dois (não a três, quatro ou cinco... ou sei lá) e dizer o que se passou. Pelo contrário, a realidade que eu conheço é que o escondem com todas as forças.

 

E depois, porque é que continuamos a acreditar que o outro pode ser leal para connosco... Deve ser bem reconfortante pensar «Ah, sim, a pessoa com quem estou pertence aos 0,01%»... A incerteza é desconcertante, e creio que o nosso cérebro prefere imaginar um cenário tranquilizador, não o pior possível. Há jogos e exercícios muito engraçados que mostram isso mesmo... Que a nossa mente não consegue suportar o vazio, a incerteza, por isso «monta» um cenário muito próprio... se não, enlouqueceríamos...

 

Depois discutíamos a questão do tipo de relacionamento, do que se espera de cada um deles... Ela voltou a viver com um homem, coisa que eu não consigo conceber desejar neste momento... Ela não entende isso e acha que é apenas uma coisa, que me vai passar... Penso que deve haver um meio-termo... Entre sexo com quem calha e um namorado... Não há intermédio? Pois é esse intermédio que eu quero, pois não acredito em namorados fiéis/leais. E farta de ser leal a quem não o é para comigo estou eu farta...

publicado por Trintona(inha) às 22:06
sinto-me: Desconcertada!
música: Hoje nada...

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