Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

20
Abr 11

Fiz os 12 anos da minha instrução "básica" em 12 anos. Fiz o bacharelato em 1 ano. Fiz o ano para equivalência à licenciatura em 1 ano. Estou a oito semanas de acabar um mestrado de 2 anos em dois anos. Toda a minha vida trabalhei, desde os 20 anos de idade, já na profissão que tenho agora. No 12º ano, como a minha escola só o tinha à noite, fui trabalhar para um restaurante. Fez-me bem, cresci. Não fujo aos impostos. Vou perder subsídio de Natal e de férias, no supermercado pago mais 20% do que o ano passado, gasolina não se fala, EDP, água, gás upa upa.

 

Se fico com vontade de dar um estalo no focinho de uma miúda a quem os meus impostos já pagaram um aborto, lhe pagam a contracepção sempre que ela o deseje, e que me diz que quer engravidar aos 17 anos, não tem namorado mas que "namorado arranja-se"?!

 

Se me tenho de segurar quando me responde que as amigas da idade dela que têm filhos pequenos não trabalham, vivem "à conta" da Segurança Social?

 

Tenho. Tenho de fazer um esforço sobre-humano.

 

E continuo a achar que não sou eu que estou errada. É este facilitismo, que seria igual para quem cá nasceu, mas que existe também para quem está em Portugal há meia dúzia de meses e nunca contribuiu com um tostão para a Segurança Social que os sustenta.

 

Dá vontade de lhes bater. Aos que mamam e aos que inventaram este mamar.

publicado por Trintona(inha) às 18:22
sinto-me: revoltada!!!

28
Set 10

 

 

Hoje, ao contrário do habitual, começo pelo título. Hoje, como de costume, não percebo os homens. E os que percebo, a parte que compreendo... não me agrada nadinha. Não é nada comigo, mas não me agrada. Vejo muito passado, tenho um vislumbre do futuro, e não gosto.

 

Tudo começou há umas semanas, em frente a um café com natas, quando oiço as dúvidas de um amigo de longa data sobre a confiança da mulher nele. Se ela terá um amante. Dá-me vontade de gritar "Parece-me que sim e voto para que seja verdade!", mas calo-me e oiço-o. Quando a paciência acaba e o confronto com a pergunta "Há quanto tempo dura ESTA relação extra-conjugal", que sei que ele tem, ele responde-me "5 anos". Apetece-me dizer asneiras mas visto o papel de amiga e digo o que acho correcto dizer.

 

Num jantar de gajas tenho conhecimento que uma delas tem 3 casais amigos que se estão a separar. Elas fartaram-se da infantilidade, do egoísmo sem fim, da falta de companheirismo e puseram-se ao fresco. Nós próprias somos um excelente exemplo disto. Só uma de nós tem uma relação que parece vender saúde. De resto há de tudo. Há quem esteja na ressaca de várias más separações e só quer é curtir (acreditem, a expressão que usámos não pode ser aqui colocada!), há quem esteja só porque não lhe agrada as opções, há quem esteja à beirinha de um ataque de nervos com direito a separação, há quem esteja a suportar coisas loucas para manter qualquer coisa, vem o fantasma da violência conjugal...  Parece que vem aí o fim-do-mundo...

 

Num simpósio um colega confidencia que ia dando cabo da vida dele com um caso. Não fiz perguntas, como não costumo fazer... Uns dias depois diz-me que quer falar comigo, que precisa de se confessar (logo a mim?!) mas que precisa de tempo. Olho para ele a pensar se está a gozar e tem os olhos molhados. Casado há uns dez anos: "Preciso de me divorciar".

 

Será que a taxa de divórcio ainda é de 50%? Acho que andam a fazer mal as contas. Se a taxa de casamentos é tão baixa, devíamos conseguir fazer uma estatística que incluísse as uniões de facto também.

 

 

 

 

publicado por Trintona(inha) às 21:30
sinto-me: Bem!
música: Tudo de Novo - Klepht http://www.youtube.com/watch?v=f-PmDS

20
Jul 10

 

 

Quando tento explicar a um amigo que estou em "retiro espiritual", a questão torna-se inevitável.

 

 

Porquê. Por causa do meu estado de saúde?

 

 

Não

 

 

Porque...

 

ou são burros

 

ou são maus (mt maus) na cama

 

ou são feios

 

ou têm um trabalho super-desinteressante que não lhes permitiu ainda (aos 40!) sair da casa da mãe

 

ou não têm educação

 

ou só pensam na própria pila

 

Haviam mais algumas alternativas a citar, mas...

 

 

 

...estou cansada!

publicado por Trintona(inha) às 23:55
sinto-me:
música: Keane - Sunshine

20
Mar 10

 

Está a fazer, precisamente por esta hora, dois anos que entrei nesta casa com a sensação notória que tinha menos uns bons kilos em cima dos ombros. Nunca me hei-de esquecer, nem que viva cem anos mais, do momento em que entrei na cozinha, fechei os olhos e pensei "Não mais discussões, não mais desconfianças, não mais guerras, não mais fechar os olhos". E senti-me, novamente, feliz.

 

Têm sido dias conturbados, alguns, mas todos eles de muita independência. Um casamento não é aquilo. Um casamento deve ser partilha, amor, paixão, confiança, apoio, suporte... E recíproco, em tudo...

 

Por isso, acabou.

As comemorações começaram ontem e ainda não acabaram...

 

 

publicado por Trintona(inha) às 16:30
sinto-me: Super!
música: James Morrison - you give me something

28
Nov 09

 

Já por várias vezes te descrevi como um barco. Um barco no qual estou, do qual não consigo sair, pelo que não tenho outra hipótese senão manter-me nele o melhor que conseguir.

 

Mas não consigo mais. Este barco não me leva onde eu quero, onde eu preciso de ir para me sentir feliz. Este barco já não me traz felicidade. Não quero mais. Quero sair!

 

Não acho justo apanhar outro barco já se seguida. Quero ir nadar um pouco. Nadar em águas quentes, límpidas, serenas, relaxar o meu corpo, cansado, tenso, dorido...

 

Mas ao mesmo tempo sei que substituir-te ia tornar tudo mais fácil. Talvez me desse forças para quando tu saires do porto e me quiseres fazer embarcar outra vez. E tenho outro problema, mais um: não é fácil arranjar uma embarcação assim. A fasquia foi colocada muito alta. E não é justo para o "substituto".

 

Quero ir para mar alto e deixar estes baixios perigosos...

 

 

publicado por Trintona(inha) às 00:47
sinto-me: de rastos...
música: David Fonseca - Little Things II

26
Out 09

 

 

Há dias em que, por muito optimista que uma pessoa seja, não é possível ignorar e sorrir.

 

Tenho uma parede a cair.

 

Corro o risco de ter de equacionar a minha incursão académica.

 

Preciso que aquela pessoa me dê mais e não sei sequer como ou quando pedi-lo. Passei de fugir de quem queria mais do que eu estava disposta a dar para ser eu que quero tudo. E quando digo tudo, digo tudo mesmo. E conforme vou escrevendo estas palavras imagino limites, e não os tenho. Por um lado assusta. Por outro, saber que voltei a sentir esta intensidade sabe bem. Significa que não morri por dentro. Significa que serei, se necessário, capaz de voltar a amar. Não voltei à inocência do "morrer por amor" mas serei capaz de deixar este amor morrer, se esse for o caminho, e voltar a deixar, uma vez mais, nascer um outro. Permitir que alguém me ajude a ser um pouquinho mais feliz. Não é fácil.

publicado por Trintona(inha) às 18:56
sinto-me: Cansada e triste
música: Hoje nada

27
Set 09

 

 

A seguir a este fim-de-semana preciso de outro só para descansar. Desde natação, bicicletas-Cascais-acima-Cascais-abaixo, parque em dose dupla, shopping em busca DAQUELA mochila, estou de rastos. Claro que a saída nocturna não ajuda ao corpo mas ajuda ao equilíbrio da mente. Sou mãe mas também sou mulher.

 

Por último, momento de lazer para esta mãe esgotada e entro na FNAC. Meio minuto a olhar para a prateleira dos autores que tenho lido ultimamente (sim, tenho lido!) e escolho um livro que já devia ter lido há muitos anos, escrito na década de oitenta. Abro, folheio, acho bom e trago-o. Quando começo a ler ainda me surpreendo com as "coincidências"... Não só é a minha situação actual como me faz compreender umas quantas coisas que se passam e eu não entendia porquê.

 

E mais tarde, antes de escrever este post, converso um pouco e surge a frase que motivou a escrita: "Nós temos tolerância 0 para tretas nas relações". Pois é, é como me sinto, sem tirar nem pôr. Há muito muito sentimento, muita vontade, mas pouca paciência para tretas... E nem de propósito, o WMP toca "Gravity". Música fantástica, que associarei sempre a esta pessoa que me põe a escrever assim... E fico com medo de não ter a força necessária para, amanhã, tomar a decisão certa e portar-me à altura...

 

publicado por Trintona(inha) às 18:15
sinto-me: Sad
música: Sarah Barreilles - Gravity

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