Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

21
Ago 08

Ontem saí, fui atender a um compromisso social ao qual não me apetecia de todo comparecer, mas nem sempre nos podemos esquivar de todos os compromissos que nos esperam...

 

Saí, deixei os miúdos entregues... Parei na minha pastelaria de eleição... Tomei um café. Já de partida, para o tal compromisso, ligo o leitor de CD's, escolho a música que mais me agrada a arranco com o carro. Sinto uma sensação de liberdade, de felicidade... Nem sei bem porquê.

 

Permiti que os momentos comigo mesma voltassem a rarear.

 

Talvez pela simples sensação de que estou só, que tenho a liberdade de parar o carro onde quiser... O meu primeiro instinto foi rumar a Sintra, às praias. Adraga, Aguda, Magoito. Qual delas a mais linda, a mais atractiva...

 

Gosto de conduzir. Dizem que é um sentimento mais masculino que feminino mas gosto de ter o poder de comandar uma máquina. De sentir que a controlo. E da liberdade que o ter um meio de transporte próprio me dá. Penso muitas vezes que, se não o tivesse, não faria nem metade do que faço. Nem conheceria os sítios que conheço. Adoro a sensação de me meter nele e conduzir para onde bem me apetecer.

 

Por outro lado, também me agrada a ideia de me sentar no lugar do pendura e ser levada, com total confiança, de surpresa, para onde o condutor lhe aprouver. São, talvez, sentimentos diametralmente opostos, mas igualmente deliciosos. Há momentos para uns e momentos para outros.

 

Ao efectuar esta pequena reflexão, lembro-me de um comentário sobre o quão topo-de-gama queremos que as nossas vidas sejam. Eu não preciso de grandes bens materiais para ter os meus momentos de felicidade. O meu carro é dos mais baratos da marca. Tem 5 anos. A minha casa é um T1, muito embora tenha mais área útil que muitos T3. Não visto roupas de marca. Não tenho uma Nespresso. Gostava, mas não tenho. Mas não sou menos feliz por isso.

 

Acredito piamente que um dos motivos pelos quais nos estamos a afundar como sociedade é precisamente porque estamos a achar e a passar aos nossos filhos que TER e PARECER é mais importante que SER. Mesmo sem ter o almejado telemóvel do Labrador. Sem que nenhum dos 3 rafeiros (sim, apareceu mais um...) se tenha transformado num Bull Terrier... Sem sexo há algumas semanas, porque não tenho pachorra sequer para combinar qualquer coisa. Tenho andado levada da breca. Impaciente. Sem paciência para os homens que se cruzam comigo nestes caminhos da vida.

publicado por Trintona(inha) às 08:32
música: Nada hoje
sinto-me: Feliz

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Agosto 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
14
15
16

18
20
22
23

26
28
29

31


subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

49 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

links
blogs SAPO