Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

11
Set 08

 

Ciúme... Palavra difícil, sentimento complicado de gerir.

 

Porque é que o sentimos? Porque somos egoistas? Porque quando gostamos de alguém queremos pensar que essa pessoa só está emocionalmente ligada a nós? Penso que passa por aqui... Estou numa altura em que tenho que ter calma. Tenho que ser ponderada, não falar de tudo o que me vem à cabeça para não ir parar a assuntos que não quero discutir.

 

Não quero falar sobre a exclusividade. A dúvida dá cabo de mim, mas não quero falar sobre isso. Será que vale a pena falar, logo para começar? Com o meu ex, combinámos que, se algum de nós se sentisse atraído por outra pessoa e quisesse estar com ela, falaríamos um com o outro... Valeu a pena, não foi? Depois... Nem sei como começar uma conversa dessas... Só deixando mesmo surgir o assunto. Pelo que falámos indirectamente sobre o futuro, especialmente acerca dos meus filhos, fico com a sensação que estamos «em exclusividade», pelo menos teórica... Mas depois vêm as minhas dúvidas sobre o fosso entre o que é a intenção e a realidade. Confiar é difícil... muito... E depois, se eu lhe faço uma «pergunta» desses e ele já assumiu isso como um dado adquirido logo desde o início? Vai pensar que eu andei... por aí... o que não corresponde à verdade...

 

A nomenclatura. O assunto já surgiu várias vezes, mas penso que ambos fugimos dele. Somos... namorados?! E também... o que é que isso interessa? Só pode é levar a algum mal entendido... Por exemplo, encontarmos alguém conhecido e eu não saber bem como o apresentar, ou vice-versa...

 

A questão da relação anterior está ultrapassada... Mas lá chegará o dia em que terei de falar sobre as minhas dúvidas iniciais... Penso que ele compreenderá. Já falámos um pouco (o essencial) sobre a minha relação anterior para que ele compreenda que tinha as minhas razões...

 

A questão dos filhos. Ele não tem, eu tenho dois... Já dá para adivinhar o resto, não é? Que dor-de-cabeça... E o assunto já veio à baila, da parte dele... (Já?!?!?!?!)

 

And last but not least... A questão do morar com... Felizmente, esse assunto nunca surgiu... Nem sei se lhe passa pela cabeça... Mas não quero sequer saber, para já!

 

E agora, cama, que se faz tarde...

 

Beijos!

 

publicado por Trintona(inha) às 23:42
sinto-me: Ciumenta!!! Que mau!
música: Jorge Palma - Casa do Capitão

17 comentários:
Infidelidade :
Mesmo quando casados, muitos homens pensam que são livres. Mesmo que sejam solteiras, muitas mulheres consideram-se ligadas a um homem. Ainda perseguidas e maculadas pelo discurso cultural, as mulheres preferem não falar da sua sexualidade mantendo-a guardada no silêncio do segredo.
A infidelidade pode ter um preço bem alto para a mulher – o seu casamento, o estatuto social, a custódia dos filhos ou orçamento para os sustentar.
O contexto cultural continua a empurrar deliberadamente o homem para a infidelidade, campo eleito para demonstrações de virilidade. E ele continua a escudar-se nesta pressão cultural até porque os “custos directos” desta infidelidade são bem menores.
Na infidelidade, homens e mulheres são vitimas do desejo. Desejo nunca satisfeito e nunca conformado com a hostilidade e a angústia inerente à condição humana. Desejo que teima em voltar ao par narcísico inicial - mãe e criança, um único ser.
Beijos, fica bem e acredita......
aamrsapiens a 12 de Setembro de 2008 às 10:17

Sozinho o teu amor não é suficiente…
Quando criamos dentro de nós o desejo de posse e alimentamos o nosso egoísmo próprio então nunca saberemos onde fica a fronteira entre o amor e a dor, então e simplesmente nos abandonamos à vida sem sabermos para que serve a vida e culpamos o amor por nos magoar tanto, talvez isso se deva ao facto do amor não ser suficiente dentro de nós para abrirmos a nossa mente, nosso coração e a nossa visão.
Assim, não te esqueças…
…sozinho o teu amor não é suficiente…
Beijos, e continua a acreditar....
aamrsapiens a 12 de Setembro de 2008 às 10:20

O Recomeço
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

Miguel Torga

Beijos, nunca deixes de acreditar....
aamrsapiens a 12 de Setembro de 2008 às 10:23

Ciume e infedilidade (ou exclusividade), são coisas diferentes.
Sentir ciume é achar que a pessoa amada poderá estar envolvida com outra.
Ser infiel é estarmos, de facto, envolvidos com outra pessoa.
Tenho para mim que só é ciumento quem não confia no parceiro.
Não digo isto para ser visto sob o prisma da arrogância, tipo "eu sou tão bom que ela não pensará noutro". Nada disso. É confiar mesmo na pessoa, saber que ela é incapaz de trair - ponto final.

Quanto à exclusividade no post: minha cara, ele poderá ser tão exclusivamente teu quanto SOUBER que tu és exclusivamente dele, pelo menos enquanto durar "o que quer que seja" que existe entre vós.
Claro que sendo ambos humanos, os erros podem acontecer, mas...
Miguel a 12 de Setembro de 2008 às 13:54

Olá Miguel

Sentir ciúme e ser infiel anda infinitamente de mãos dadas ... Estar a ser-se infiel e ser-se (muito) ciumento é possível e eu sou a prova-vítima disso... Mas também sou ciumenta e não consigo ser infiel (até agora).

«Só é ciumento quem não confia no parceiro» Penso que tens razão. Mas também há diversos graus de ciúme, e há quem tenha bons motivos para ser ciumento...

«Saber que ela é incapaz de trair» Deve ser delicioso acreditar nisto com relação ao nosso parceiro... Mas todos temos um preço, e nas relações humanas acontece o mesmo.

«Ele poderá ser tão exclusivamente teu quanto SOUBER que tu és exclusivamente dele»... Pois é, não poderá saber porque nunca falámos sobre isso...

Obrigada pelo comentário, mais uma vez redigido com as palavras de quem sabe o que diz e o que quer!

Beijos

Apesar de perceber o que te levou àquela conclusão, não concordo com a ideia expressa na tua primeira frase; até porque eu não disse que não podem estar relacionadas. Apenas fiz notar que são coisas diferentes. O ciumento receia a traição mesmo que ela não exista. Assim como uma pessoa pode ser traída sem ter sentido ciúmes (até saber, claro). No meu caso, a minha mulher já se revelou muito ciumenta, mas eu nunca a traí.
Agora com essa do preço é que me lixaste (passe a expressão). Mas eu tenho-me numa altíssimia conta, e por isso, sou muito caro. Tão caro que ainda não me "vendi". É isso que falta a muita gente: dar valor a si próprio. Fazer com que quem o conquiste sinta que alcançou um extraordinário objectivo. E depois é necessário saber manter esse nível. Tenho conseguido. Deve ser por isso que sou sempre muito bem disposto.
Miguel a 15 de Setembro de 2008 às 10:16

Olá Miguel

«É isso que falta a muita gente: dar valor a si próprio. Fazer com que quem o conquiste sinta que alcançou um extraordinário objectivo»...

Fiquei sem palavras. E é difícil...

Beijos
Trintona(inha) a 15 de Setembro de 2008 às 17:04

Pois, eu com a minha convicção plena na racionalidade humana, sou de opinião que todos sentimos ciume. É uma certeza matemática (bem, não talvez matemática, visto tratar-se de comportamento humano), mas uma certeza psicológica. Quer o admitamnos ou não, todos nós ja sentimos ciume de alguém ou de alguma situação. E não confundam cieume com inveja. Ou de um amigo que se dá mais com outro amigo, ou de uma namorada que passa muito tempo com outra pessoa / homem... You name it. Contudo, se toda a gente sente ciume, quer o admita ou não, nem todos precisam de fazer disparates e loucuras por isso. Mais uma vez, a racionalidade da resposta ao estímulo, que neste caso é psicológico. Sou um homem ciumento, cioso do que é meu...e o que é meu, é meu. mais, penso que o ciume racional, nada mais é do que uma mostra (e atenção que eu usei a palavra mostra e não prova) de amor, de sentimento, de preocupação que a outra pessoa e o que ela faz não nos é indiferente.
Quanto muito, o ciume é um sentimento perigoso que se não for lidado da melhor forma, se transforma em algo terrivel. Sou ciumento e gosto que me mostrem que o são comigo. De uma forma racional, claro.

RG
www.oshomensescrevemalapis.blogs.sapo.pt
r.g. a 18 de Setembro de 2008 às 14:58

Concordo plenamente que todos sentimos ciúme. Claro que a intensidade deste ciúme e o que se faz com esse sentimento é que difere...

Admites ser um homem ciumento... Mas pensas verdadeiramente que és «dono» de alguém? Interpreto a frase «e o que é meu, é meu» assim, mas pelas tuas palavras diria o contrário... Não sei... esclareces-me?

Beijo


Bem, em relação aos 5%, esse número é bem por alto. Sabes, eu sinto assim, por isso quantos menos homens forem assim...mais valorizado sou. Tou a brincar, mas eu realmente sinto assim, contudo sei bem que é dificil muitos mais homens sentirem assim. Não me considero nem melhor, nem pior, até porque muitas vezes, acho que se sofre bastante mais. No que respeita aos ciumes, não. Não posso (nem acho que ninguém possua alguém). dizer que possua alguém. O que mais aprecio nas pessoas, na minha mulher e nas pessoas que me rodeiam, é o seu livre arbitrio. A sua vontade e o facto de expressarem as suas opiniões, gostos, desgostos, etc. depois, o doce sabor dessas opiniões completarem as nossas... ou não. Mas faz tudo parte da vida. Ainda bem que não possuo ninguém. O sentimento de posse, esse sim, parece-me bastante negativo, contudo o sentimento de interligação com alguém é fantástico.
beijo
rg
www.oshomensescrevemalapis.blogs.sapo.pt
r.g. a 14 de Outubro de 2008 às 09:06

Olá rg

Sabes, ultimamente tenho andado a ler sobre o Poliamor... Quanto mais leio mais penso que, tem teoria é ouro sobre azul... Mas não sei se alguma vez ia resultar comigo...

Beijos!

Poliamor!? não sei se percebo o conceito. Que queres dizer, com Poliamor?
r.g. a 16 de Outubro de 2008 às 09:52

Olá r.g.

Tirei esta definição da net:

Poliamor é a tradução livre para a língua portuguesa da palavra inglesa Polyamory, que descreve relações interpessoais amorosas que recusam a monogamia como princípio ou necessidade. Por outras palavras o poliamor, como opção ou modo de vida, defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com várias/os parceiras/os simultaneamente.

Existem várias maneiras de o pôr em prática, consoante as preferências dos interessados, e necessariamente deve envolver o consentimento e a confiança mútua de todas as partes envolvidas. Alguns praticantes do poliamor são adeptos do swing.

O Poliamor como movimento tem existido dum modo visível e organizado nos Estados Unidos nos últimos vinte anos, acompanhado de perto por movimentos na Alemanha e Reino Unido. Recentemente, a imprensa em geral tem coberto abertamente quer o movimento poliamor em si, quer episódios que lhe estão ligados.

Não te posso dar muitas opinões pessoais porque é um tema que conheço apenas de artigos na imprensa e do que pesquisei na net...

Beijos!
Trintona(inha) a 16 de Outubro de 2008 às 20:09

...ciúmes danificam qualquer relação..se já não o estiver....não com moderação é aceitavel e quando se ama mesmo tem que haver ciúmes...não podem é ser do tipo doentios...irritam...
R.M. a 30 de Setembro de 2008 às 14:52

Olá R.M.

«e quando se ama mesmo tem que haver ciúmes»... concordo a 100%. Quando se gosta, quer-se aquela pessoa só para nós. Perdoem-se se estou a cometer alguma gaffe, mas o único conceito onde penso que isso não se passa assim é no Poliamor. Conceito difícil de entender, para mim. Assim como o swing.

Beijos

....sem dúvida...sou da mesma opinião...não imagino de outra forma, amar alguém e partilhar...nunca! seria com toda a certeza a ruptura...nunca eu aceitaria...
...se o contrário dei a entender só por falha de comunicação...peço desculpa
R.M. a 1 de Outubro de 2008 às 17:47

Olá

Não há falha de comunicação, foi isso mesmo que entendi...

Beijos!
Trintona(inha) a 2 de Outubro de 2008 às 20:33

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