Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

17
Out 08

No seguimento de uma resposta a um comentário aqui do blog, ocorre-me uma questão. Porque é que os homens (sim, sim, alguns, eu sei) se "assustam" com uma mulher independente? E inteligente? Como considero que são duas questões que andam de mãos dadas mas têm razões diferentes, passo a analisá-las em separado.

 

Bom. Um homem conhece uma mulher. Interessa-se por ela. Dá-lhe isso a entender, seja lá de que forma for. Combinam, saem. Ela mostra-se uma mulher realizada, orientada, que se vira bem sozinha. Provavelmente, procura alguém (se é que procura, mas isso já é outra conversa) apenas para partilhar bons momentos, sejam eles de sexo, de paixão, de conversa ou de convívio. Ora vejamos. Não precisam de um homem para tarefas como mudar pneus, fazer arranjos em casa, abrir frascos de compota (até porque a compota é só açúcar! :-D) ou qualquer outra tarefa considerada, nos primórdios, como masculina. Bom, o que resta? Os momentos a dois, para puro sexo, ou passeios, ou longas e deliciosas conversas. E eles fogem? Será que valia a pena que tivessem ficado? Na minha opinião: não. Um homem que quer que eu seja dependente dele não me serve. É porque não preza o meu bem-estar, a minha individualidade. Pensando bem, ainda bem que fogem. Estão a poupar-me uma data de chatices.

 

Inteligente, na minha opinião, é ainda mais simples. É porque não gostam de competição. Complexo de inferioridade. Esses ainda me servem menos. Por isso não escondo. :-D

 

E lá porque o blog ultimamente não gira em torno de sentimentos positivos e histórias felizes, isso não significa que eu ande deprimida ou não veja o azul no céu! É simplesmente porque, nas 24 horas que o dia tem, me ocorrem sempre uma data de temas para reflectir, mas sobra normalmente só um... E hoje foi este...

 

Beijos!

 

publicado por Trintona(inha) às 18:35
sinto-me: Muito bem!
música: Humanos - Rugas

11 comentários:
Viva :)
Já te respondi num outro texto a estas questões, contudo lembrei-me de abordar o seguinte :).
Aonde é que vais buscar ou desencantar essas figuras tão deprimentes de rafeiros e cães de raça? É que realmente ao ler o teu post, fiquei com aquela sensação de já ter visto esta história antes. E na realidade, posso-te dizer que não estás sozinha nessa tua abordagem.
Tendo em conta o meu outro comentário, o que te posso dizer é que deverias tentar sair com alguém inteligente no qual tivesse interessando em conhecer a tua área, e tu a dele. Não aconselho da mesma área, porque acredita… isso só dá problemas. (questão de competitividade num casal é algo tenebroso).
Bom fim-de-semana
Beijos
Cheers
john4sex a 17 de Outubro de 2008 às 22:24

Olá John

Pois, basta teres uma ou duas amigas (amigas mesmo) inteligentes, bem sucedidas e independentes (e já agora giras - e modestas!) para esta história te ser familiar. Porque, ao que parece, é o que mais acontece na minha geração...

E não, há muito que não me envolvo com ninguém da minha área profissional, o que, por si só, seria problemático...

Beijos!
Trintona(inha) a 20 de Outubro de 2008 às 21:22

Numa relação deve sempre haver um inter-dependência saudável. Cada um depender do outro naquela quantidade imensa de pequenas coisas que medem o "bom funcionamento" do casal. Se um ou ambos forem completamente independentes, o que é que sobra na relação?
Nada que prenda um homem. Se ele apenas quer sexo, jamais fugirá duma mulher 100% autónoma e/ou muito inteligente. Mas se procura algo mais sério, não ficará certamente com quem não precisa dele para o que quer que seja.
Miguel a 20 de Outubro de 2008 às 13:50

Olá Miguel

Porque é que um homem que procura algo «mais sério» não pode almejar uma mulher independente?
Não entendo.
O meu caso, por exemplo. Então, por sobreviver perfeitamente bem sem um homem na minha casa, estarei condenada a uns «amigos coloridos» apenas? Ou a uma «quecas-avulsas»? Ou entendi mal?

Beijos

Eu maximizei a independência e tu minimizaste.
Ou seja, enquanto eu me referi aos COMPLETAMENTE independentes, tu apenas leste independentes.
Eu sou independente (vivi sózinho em perfeitas condições antes de namorar e casar), e casei com uma mulher independente, que não precisa de mim para viver nem para sobreviver.
Mas, enquanto casal, as independências diluem-se e cria-se a tal inter-dependência saudável, em que cada um precisa do outro nas tais mil e umas coisas próprias dos casais.
Mas tenho a certeza de que se ela não precisasse de mim para coisas como lides domésticas, escolher roupas, fazer compras, mudar uma lâmpada, etc., eu me iria sentir ali a mais. Quem não precisa de mim não quer estar comigo. Soa a radicalismo? Sou como sou, que hei-de fazer? Fingir que não é nada comigo?
Miguel a 21 de Outubro de 2008 às 09:32

Olá Miguel

«Quem não precisa de mim não quer estar comigo. Soa a radicalismo?» Soa, um bocado... Vê o meu exemplo... Estou só, porque quero, é certo, perante as opções que tenho, mas almejo estar com alguém que me traga bons momentos, não por precisar de ter alguém, mas por querer... É por sermos de géneros sexuais diferentes que discordamos disto?

Beijos!

Tenho a certeza que encontras muitos homens que discordam do que eu disse por várias razões.
Mas também tenho a certeza que a grande maioria dos homens espera encontrar uma mulher que "precise" dele. Seja naquilo que for, em várias, poucas ou muitas coisas. Mas que o faça sentir necessário.
Achas mesmo que consiguirias viver com alguém que pura e simplesmente não precise de ti? Com uma pessoa que: Ok, tamos juntos, damo-nos bem e tal, gostamos da mesma música, dos mesmos filmes e livros, na cama tudo muito bom, mas, se fosses embora não sentiria a tua falta...
Ficarias com alguém assim?
Miguel a 21 de Outubro de 2008 às 17:22

Olá Miguel

Querer alguém e não necessitar não implica que não sinta a falta dela quando ela se afasta, ainda que não definitivamente... Isto deve ser uma questão de semântica...

Beijos!
Trintona(inha) a 21 de Outubro de 2008 às 20:00

Mais uma achega:
Porque queres e não porque precisas? Então queres algo de que não precisas?
Quando queremos uma coisa que não nos faz falta, é luxo, não é?
Miguel a 21 de Outubro de 2008 às 17:25

Olá Miguel

Claro que é! E acredita, neste momento, ter alguém na minha vida é um luxo...

Beijos!
Trintona(inha) a 21 de Outubro de 2008 às 19:56

Olá Miguel

«Quem não precisa de mim não quer estar comigo. Soa a radicalismo?» Soa, um bocado. Vê o meu exemplo. Estou só, por escolha própria, é certo, diante das opções que tenho. Se gostava de ter alguém na minha vida, é porque quero, não porque preciso... Será por sermos de géneros sexuais diferentes que discordamos disto?

Beijos!
Trintona(inha) a 21 de Outubro de 2008 às 15:21

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