Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

20
Out 08

 

Analisando toda a minha vida amorosa passada, encontro várias constantes. Uma delas é o facto de nunca ter tido uma relação resultante do meu interesse por eles. Sempre aconteceu o oposto. Eu andava na minha vidinha, descontraída... e alguém demonstrava interesse em mim. E eu ia na onda... ou não... Algumas alturas pensei que me apaixonei... hoje tenho dúvidas, mas enfim...

 

A dúvida persiste... Será que alguns deles não funcionaram por causa desta questão? Porque eu não me esforçava o suficiente? Por os saber suficientemente apaixonados por mim para investir?

 

Pressupondo que isto terá um fundo de verdade, o que posso fazer para evitar repetir esta situação? Penso ser possível haver o mesmo «nível» de paixão, de entrega... Ou não?

 

Uma outra constante, tentando aprofundar a análise, foi a ideia de que, a partir do momento que começava a sair com alguém, não havia retorno. Tinha de começar a namorar (bons velhos tempos, em que ainda usava esta palavra!) com o moço. E daí ficar presa a alguém que afinal não tinha dito bem toda a verdade acerca de todas as áreas da sua vida, era um pequeno passo. Outra máxima que uso com frequência na minha vida é que costumamos julgar os outros à luz daquilo que somos. E como, normalmente, não sou de jogos... penso que os outros também são assim. Mas isso não corresponde à verdade. E já aprendi a detectar algumas coisas. Mas há coisas que só se sabem realmente quando se conhece a pessoa. E aí, antigamente, para mim, já era demasiado tarde. Mas é um ponto a mudar. Se alguém me mente para «me obter», não merece a minha confiança, o meu «investimento».

Faz sentido, não? Daí uma pergunta... Porque será que os homens (e as mulheres também, claro), mentem, sabendo que, mais tarde ou mais cedo, a mentira vai ser descoberta? Será que contam com este tipo de reacções que descrevo?

 

Beijos!

 

publicado por Trintona(inha) às 21:43
música: Dos Locos Enamorados - Alexandre Pires
sinto-me: Muitíssimo bem... ;-)

11 comentários:
Apenas uma pergunta, com base na tua primeira constatação deste post:
Como se terão sentido os "teus homens" se porventura se aperceberam que estavas ali apenas pelo que eles sentiam por ti e não pelo que tu sentias por eles?
Miguel a 22 de Outubro de 2008 às 11:28

Olá Miguel

«o que posso fazer para evitar repetir esta situação?» Penso que isto diz tudo. Se eu achasse correcto toda esta situação, não pensaria como a posso mudar. E repara, eu não passei os relacionamentos num pedestal olhando para baixo, para os «meus homens»... As diferenças que refiro apenas se constatavam no início... Penso que, pelo menos na maioria dos meus anteriores relacionamentos, essa diferença se diluia durante os mesmos...

Beijos!

Então vamos a ver:
numa relação funcional existem cedências, exigências e jogos. Sem esquecer as inter-dependênciazinhas com que (segundo parece) não concordamos.
Quanto às cedências, parece-me óbvio, todos concordam que são essenciais, desde que nenhum envolvido perca a sua identidade.
Em relação àsa exigências, há certas atitudes e comportamenos de que nenhum quer abrir mão, e que, até, pode e deve exigir que o outro, no mínimo, respeite, ou, ainda e conforme o caso, as abrace e passe a adoptá-las como também suas (raro, mas há).
Os jogos. Ou "O Jogo". Eheheh, não creio que exista um padrão, salvo a própria existência do jogo, que é o único padrão.
Sedução, adoração, bajulação (sem falsidade), antecipação, permissão, ousadia, atrevimento, consentimento, tudo isto são ingredientes necessários mas que variam nas doses e nas formas consoante as pessoas envolvidas.
Estamos mais ou menos de acordo até aqui?
Espero que sim, pelo menos na maior parte.
Então, o que faltou de ti? Achastes que o parceiro era como tu? Cucu... Hellooooooo!? Uma mulher achou que um homem era como ela?
Nada mais errado, não é?
Segundo percebi, dos vários comentários que fiz neste blog alguns ajudaram-te, outros não, e com outros não concordas.
Tudo bem. Tudo até muito bem.
Mas não abro mão das minhas opiniões de homem em relação ao que queremos e esperamos duma relação e da pessoa em quem estamos interessados.
Mesmo que eu seja fiel e os outros infieis, mesmo que nunca minta e os outros mintam, etc., mesmo assim, a mente masculina não diverge muito no essencial. Queremos ser amados e sentir que o somos, mas não gostamos de ouvir isso a toda a hora como vocês; queremos ter a certeza de que fazemos falta, não por palavras mas sim por factos; queremos, mas nem sempre conseguimos, ser o homem dos vossos sonhos (por favor não sonhem muito alto); gostamos de as ter submissas no sexo, e de as ter dominadoras no sexo; queremos "ajudá-las" nas tarefas domésticas, mas precisamos que nos digam quando e em quê; e adoramos, e precisamos mesmo, ser amados por ser quem somos. Da mesma forma, tudo o que agora disse gostávamos que fossem qualidades vossas. Só que vocês são diferentes. São mulheres. Logo, não sabemos nunca como é que vão agir ou reagir, seja no que for.
A nossa única certeza é que, mais tarde ou mais, vai haver da vossa parte uma atitude mandona, impositora, ditatorial até, se formos mesmo a pessoa que vocês amam. Porque sabemos, tão certo como a seguir à noite vem o dia, que as mulheres PRECISAM de mandar nas relações em que estão verdadeiramente empenhadas.
E se assim não for, percebemos, ou no mínimo desconfiamos, que não somos amados. E, então, não vale a pena investir muito seja no e do que for.

Bom, já vou longo e não sei se não me desviei um bocado do cerne da questão, mas espero que descubras aqui algo que te ajude a responder à tua pergunta que dá título ao post.

De resto que podes fazer? Não faças nada, se não tiveres a certeza que queres e precisas da relação. Estando certa de que a queres e que precisas delas, embarca e tudo acontecerá normalmente.

Sem perder de vista (cruzes credo, arreda...) que há pessoas que não nasceram para estar juntas com alguém.
Miguel a 22 de Outubro de 2008 às 14:03

Olá Miguel

«Não faças nada, se não tiveres a certeza que queres e precisas da relação. Estando certa de que a queres e que precisas delas, embarca e tudo acontecerá normalmente.»

Como sempre, um bom conselho. Que tento sempre seguir...

Beijos!
Trintona(inha) a 28 de Outubro de 2008 às 21:40

Errar vs Perdoar
Perdoar não significa que se tem de esquecer, nem tão pouco significa ser fraco. Significa que nos é suficiente viver com um erro cometido por outra pessoa, se tudo o resto vale a pena. No caso de reincidência do carácter humano, tudo tem limites, para um número de vezes que se comete um erro, como para as vezes que se perdoa.
Beijos, fica bem.
aamrsapiens a 23 de Outubro de 2008 às 12:51

"In love and war all is fair"....
Deixo-te esta frase muito conhecida como resposta. Claro que à quem minta à descarada, contudo o que acredito é que homens e mulheres na fase da “conquista”, extrapolem normalmente para uma imagem do que gostaria de ser, e não do que são realmente. É quase como que um “preview”, eu gostaria de ser assim e assado, e dessa forma agem como tal. Claro que tendo em conta que ninguém muda, e pouco são aqueles que conseguem evoluir ao longo de toda as suas vidas. Chegamos ao ponto que alguém fica apaixonado por uma ilusão, por vezes do que vemos, outras vezes do que interpretamos de determinadas acções ou acontecimentos, até mesmo de palavras doces.
Mas obviamente que chega sempre um dia e a realidade é mais forte que a ilusão, e desse modo faz as pessoas se afastarem, ou então se juntarem ainda com mais força por terem percebido que encontram realmente quem as preencha.
Cheers!
john4sex a 27 de Outubro de 2008 às 10:06

Olá John

Desde já o meu pedido de desculpas por tardar tanto na resposta...
«É quase como que um “preview”, eu gostaria de ser assim e assado, e dessa forma agem como tal.»
Eu acho que não é bem como «eu gostaria de ser» mas como acho que o outro gostaria que eu fosse... Ainda é mais enganoso assim, não é?

Beijos!

Bom dia menina,
Pois realmente presumo ser ainda um pouco mais enganoso... contudo não te preocupes a vida é uma eterna escola de conhecimento, e um dia irás-te reencontrar em ti mesmo o teu caminho no respectivo mundo :)
(eu sei.. estou muito filósofico:))
cheers!
john4sex a 3 de Novembro de 2008 às 11:47

Olá John

Presumes que tu próprio, na tua relação com os outros és «um pouco mais enganoso»? É isso?
Não sei... serás? Não serás apenas um pouco mais frontal do que a maioria?

Beijos!

Viva,

Indiquei um pouco mais enganoso em relação ao teu comentário "Eu acho que não é bem como «eu gostaria de ser» mas como acho que o outro gostaria que eu fosse".
Em relação a mim pessoal... digamos que existe digamos as conquistas.... e ai forneço fantasias no qual ajudo as senhoras e senhoritas a viverem com maior alegria nas suas vidas, ou sentirem-se mais livres em termos sexuais.
E depois existe obviamente o John que também tem as suas fantasias e forma de ser. Em ambos sou sempre verdadeiro, pese obviamente uma coisa é conquista .. outra é o relacionamento normal.
Contudo, penso que em ambas facetas sou sempre bastante verdadeiro e frontal. Aliás mesmo a nível de fantasias, todas as que fiz ou deixei de fazer sempre foram algo que apreciei e aprecio. Não consigo imaginar-me a ter uma relação de conquista em que me visse "obrigado" a fazer o que fosse.
Cheers!

nota: qualquer dia lá iriei escrever um pouco no meu blog... actualmente tem sido bastante complicado, (sorriso), vida pessoal ocupa bem mais o tempo, que vida de conquista :)
john4sex a 4 de Novembro de 2008 às 11:09

Olá John

Ainda bem que a distribuição de tempo se inverteu... Curte muito!!!

Beijos!
Trintona(inha) a 9 de Novembro de 2008 às 11:06

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