Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

17
Jan 09

 

Será que existe uma data antes da qual, depois de uma separação, uma pessoa não consegue entregar-se incondicionalmente? Diz-se que a primeira relação depois de um divórcio está condenada ao insucesso e eu concordo plenamente com esse pensamento.

 

Será que alguma vez nos entregamos realmente incondicionalmente, para além da primeira vez que nos apaixonamos?

 

Penso que há pessoas que nunca se entregaram, nem da primeira vez que sentiram o coração a bater mais forte... outras que se entregam de todas as vezes como se fosse a primeira. Será que acabam mais magoadas quando tudo acaba? Ou gozam de uma espécie de imunidade, que lhes permite avançar e curtir cada relação como se fosse a primeira?

 

Quem me conhece sabe que sou directa, que não gosto de deixar coisas por dizer... Não gosto de viver as coisas pela metade. Talvez por isso esta problemática sempre me afligiu um pouco. Tenho perfeita noção de que as pessoas com quem me relaciono passaram por situações exactamente iguais ou piores do que as minhas. Por isso, quando duas pessoas se envolvem, para além de todos os problemas inerentes à relação em si, há ali dois passados a puxá-los ainda mais. E normalmente, puxam-nos para baixo...

 

E será que vale a pena viver relações "mornas" porque os fantasmas dos passados não nos saiem da cabeça? Para isso não vale mais a pena estar sozinho(a)?

publicado por Trintona(inha) às 11:13
sinto-me:
música: Alicia Keys - Superwoman (sim, outra vez!)

8 comentários:
Amiga,
Ou bem que é paixão ou bem que não é. Na minha opinião se é morna não é paixão.
Entregarmo-nos incondicionalmente depois do divrocio? Penso que sim que é possivel mas para isso temos de voltar a aamar incondicionalmente.

Beijinhos
Marta a 17 de Janeiro de 2009 às 13:31

Olá

Tens toda a razão... Paixão é escaldante, nãohá paixões mornas... Pareço uma pessoa bipolar, em fase depressiva... Estás a ver, aqueles dias cinzentos em que, mesmo que ganhasses o Euromilhões conseguias ver problemas aí... :-s

Mas foi só uma fase, já está a passar.

Estou em boa evolução, quanto a mim, mas ainda tenho muito caminho a percorrer. E depois, claro, também depende da companhia que tem para se fazer essa caminhada... Vamos ver quanto tempo demora até eu considerar que me voltei a entregar incondicionalmente...

Beijos!
Trintona(inha) a 18 de Janeiro de 2009 às 10:05

Paixões mornas?
O que é isso? Ou é paixão ou não é. A paixão nunca pode ser morna. Ou então não é paixão.
O morno, o quente, etc… vem depois.
Ás vezes penso que a malta que está divorciada/separada se dedica demasiado a pensamentos como os que expões acima.
Estou casado e já estive prestes a divorciar-me. A confusão emocional de um prestes já é tanta que suponho que após, soma-se a essa confusão a consumação do acto, a logística e as opiniões dos outros (nomeadamente da família) cena essa para a qual eu me estou positivamente a cagar (é mesmo esta expressão).
A primeira relação não pode ser um sucesso. Não vejo porquê mas de facto a estatística mostra-nos esse facto.
Eu por exemplo entreguei-me verdadeiramente à minha 4ª paixão. Foi um erro. Mas uma pessoa quando está apaixonada também não anda a pensar nessas coisas não é?
Isto cada um é como cada qual. Conheço pessoas que nunca se apaixonaram, outras que andam sempre de beiço caído, depois ficam na merda e em ¾ dias é como se nada se tivesse passado…e outros (dos quais eu sou um exemplo paradigmático), que não são muito dados ás emoções (corrigo, a exteriorizar…) e que quando tal acontece, bate forte e…dura…
Também sou directo e nestes assuntos muito mais. Acho que o pior são os silêncios dúbios, as falsas promessas, etc… Por isso é que digo logo o que tenho a dizer e espero que os outros façam o mesmo comigo. Evitam-se perdas de tempo e desgastes adicionais…
Quanto ao passado. O tipo deixa as marcas e há que saber lidar com elas. O futuro é prá frente. Importa não repetir os mesmos erros. Não te preocupes. Hás-de cometer outros.
Se é preferível estar sozinha(o). Se calhar. Vejo isto assim. Enquanto não nos conseguirmos libertar dos “grandes” fantasmas penso que é difícil estar com alguém. É o luto, introspecção, etc…
Mas isso tem que acabar. E quando esses se forem embora…. Bute lá ver o que é que a vida nos traz.
Porra, “ganda palestra”…
Beijos

A amiga Alicia outra vez.... ts, ts,ts
Passa pelo meu blog. Em Novembro/Dezembro e integrado no tema a melhor canção de amor tens dois temas que para mim representam nuito bem estes estados de espirito.
Dream of the return e hoping love will last. Ouve e depois debita uma criticazita.
executivo_chanfrado a 17 de Janeiro de 2009 às 16:26

Olá

Mais uma vez: vocês têm toda a razão. Não há paixão morna. Adiante.

Sabes qual foi a frase proferida pela mamy ontem mesmo, enquanto íamos de passeio? "Tu que pensas mais com a cabeça do que com o coração..."

Também gosto que usem de frontalidade comigo. Boa educação e bom senso, mas frontalidade acima de tudo. Porque é que havemos todos de andar a brincar às casinhas, como eu costumo dizer?! Não somos todos crescidinhos? Bom, alguns de nós realmente não são...

Tento sempre aprender com os meus erros. Muitas vezes respondo assim aos comentários sobre a minha separação. Aprendi muito. E espero ainda aprender mais com a reflexão de tudo o que se passou, que ainda não o consegui fazer na sua totalidade.

Pois, eu também vejo. Sempre fui da opinião que é preferível estar sozinha do que não ter certezas.

Beijos

Olá,
Olha, eu não sei com o que penso mais mas penso, o que já não é mau.
Pois, brincar ás casinhas. Ou outro tipo de brincadeiras. Não gosto de encher o ego ás outras pessoas e não preciso que me encham o meu. Parece que os cromos do meu signo já o trazem cheio de nascença…
Uma separação deve ser difícil mas uma recuperação de uma pré também não é fácil, os erros que ambos cometeram estão lá, não se esquecem, continuam a magoar e a dor que fica (para ambos) de um dos elementos (neste caso eu) ter decidido meter um fim à coisa não é fácil.
O período de reflexão é essencial. Também ainda não o fiz na totalidade. No meu caso fazemo-lo por vezes em conjunto (uma espécie de catarse conjugal) e obviamente cada um “de per si”. Faremos seguramente outros erros.
Pois, eu também sempre preferi estar sozinho do que “mal acompanhado”. Encarando a coisa de frente. É mau. Mas pior é estarmos com uma pessoa só por estar, até que venha outra (se vier) que nos encha as medidas. Mau para nós mas acima de tudo para essa pessoa. E eu continuo a reger-me pela velha máxima de “não faças aos outros…”.
Beijo
executivo_chanfrado a 18 de Janeiro de 2009 às 18:25

Olá

Já agora, qual é o teu signo?

Em relação à separação versus "pré"... Se eu soubesse o que sei hoje, não tinha passado 5 anos na fase do "pré". Porque por muito difícil que possa ser o pós, que não está a ser tanto quanto eu julgava, o chove-não-molha, o tentar levar à frente uma relação quando o outro insiste nos mesmos erros... não ajuda ninguém.

Beijo
Trintona(inha) a 19 de Janeiro de 2009 às 20:06

Se a primeira relação depois do divórcio está condenada, depende o tempo de luto. Senti isso na pele, n fui eu o divorciado, sei que fui uma pessoa importante na vida de alguém, os amigos bem avisaram, mas qd se ama alguém..., caímos na ilusão de que conseguimos tudo. O mal são os medos, são os fantasmas, mesmo que se sinta algum amor nessa nova relação é difícil que ele sobreviva com tanto fantasma e com tanto medo.

Se podemos voltar a amar incondicionalmente? Claro que sim, depois de superados os medos e os fantasmas. É só deixar o amor crescer.
Marco a 18 de Janeiro de 2009 às 01:33

Olá Marco

Sei que não é uma verdade universal (existe alguma?), mas o que o senso comum diz é que, mesmo que o luto já se tenha feito, a primeira relação está condenada ao insucesso.

Medo de que as coisas que correram mal na relação anterior se repitam? A existência de pessoas que acreditam no ditado "Mordedura de cão cura-se com língua de outro?"? Pressões efectuadas pela pessoa de quem se separou? Não sei. Sei que costuma ser assim. No meu caso, a primeira relação acabou por motivos que ainda nem eu sei bem quais foram, mas seguramente que os meus "fantasmas" tiveram o seu peso.

Ainda bem que é "só" deixar o amor crescer...

Beijos
Trintona(inha) a 18 de Janeiro de 2009 às 10:44

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