Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

26
Nov 11

 

Logo após a minha separação criei na minha cabeça uma série de máximas. Uma delas foi jurar a mim mesma que nunca ia voltar a acreditar que existem pessoas fiéis. A teoria é mais ou menos assim: toda a gente dá a facadinha se achar que não é apanhada e quando a tentação é superior a um nível-limite. Se a tentação não for suficientemente grande, não o fará... Já se for...

 

Assim, vendo-me numa relação há já algum tempo, de vez em quando penso... mantenho a mesma teoria ou revejo, adaptando-a à minha situação actual? ;-)

 

E não é que há coisa de semanas me vejo, em plena viagem de carro com o respectivo a explanar a minha teoria?

 

Ao que ele me responde: "Claro que o mesmo se aplica a ti..."

 

(Obviamente, não neguei...)

 

publicado por Trintona(inha) às 23:11

Na minha opinião, a fidelidade é, mais do que uma questão moral, cultural ou meramente educacional, uma predisposição genética.

Em última análise, poderá ser apenas uma reacção física e emocional àquela velha máxima "não faças aos outros o que não queres que te façam a ti", sendo que, neste caso, já terá a haver com a educação recebida.

Claro que há também aqueles casos em que se tem uma certeza, muito próxima de absoluta, de que a nossa cara-metade será incapaz de tal coisa (não porque julgamos ser os melhores, mas apenas porque acreditamos que não é, pura e simplesmente, capaz de nos enganar), e aqui entra a reciprocidade e o respeito pela pessoa amada.

Falo assim não porque já ouvi dizer ou li, mas porque já passei incólume por 3 ou 4 tentações muito muito muito grandes.

Podemos acreditar que todos temos um ponto de ruptura, mas eu prefiro pensar, e penso, que sou mesmo fiel porque sim, e que posso dizer com toda a confiança e certeza que "dessa água não beberei", por muito fresca que essa água pareça e por muito sequioso que eu possa estar.
Miguel a 28 de Novembro de 2011 às 13:49

Desculpa M, mas as "3 ou 4 tentações muito muito muito grandes" é que não eram "grandes o suficiente"... Serás hipócrita se disseres que estás fora de perigo...
Trintona(inha) a 28 de Novembro de 2011 às 22:54

Já muitas vezes li e ouvi, em diversas situações e contextos, a palavra hipócrita, embora nunca dirigida a mim.

Fui confirmar o seu significado no seguinte link: http://www.lexico.pt/hipocrita/

Não me revejo em nenhum dos significados/sinónimos, e muito menos em relação ao comentário que postei.

Embora admita a hipótese de poder vir a sucumbir perante uma tentação, digo com toda a convicção e sem qualquer reserva mental que me julgo livre desse perigo.

A fidelidade é para mim, mais do que um valor absoluto, uma maneira de ser e de estar numa relação.

Para mim, a infelidadade não tem perdão, não é desculpável pelo tamanho da tentação e quem a pratica não é digno de segunda oportunidade.

Radical, talvez, mas é o que acho e já várias vezes manifestei em conversa com amigos e família, sem qualquer hipocrisia, mesmo admitindo que, enquanto ser humano, não estou completamente a salvo de errar.

Da mesma forma que acho que, acontecendo, só diz respeito às pessoas envolvidas a forma como vão ou não lidar com o assunto.

Sou amigo de pessoas infiéis e de pessoas traídas. Não alterei a minha relação com qualquer delas, tanto nos casos em que não houve perdão como nos casos em que, havendo perdão, o casal se dissolveu e/ou se manteve junto, porque de facto acredito mesmo que tal assunto diz respeito apenas aos envolvidos.

E pensa lá bem na resposta que me deste: serei hipócrita por acreditar que sou diferente dos outros? Não há nada em que te julgues diferente das outras pessoas, pelo menos em relação a algumas convicções?
Miguel a 30 de Novembro de 2011 às 12:00

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