Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

03
Ago 08

 

Hoje, em conversa com a minha mãe, surgiu-me um tema para um post. Polémico, provavelmente. Passou por nós um casal. Ele, interessante. Uma criança, cujo aspecto ou estado não vem para o caso. Ela descuidada, com uns bons 30kg a mais. A minha mãe comentou prontamente: «Olha, mais uma, como tu dizes, que não está feliz...» Isto porque eu costumo dizer que, quando há um casal em que um deles engordou imenso e o outro se mantém elegante... Há qualquer coisa que não está a correr bem... E em Portugal o mais comum é a mulher estar gorda, de cabelo oleoso, amarrado num rabo-de-cavalo desmazelado... enfiou umas calças de ganga quaisquer e a primeira sweat-shirt ou t-shirt, conforme a época do ano, que lhe apareceu à frente... e pronto. Ele, cheiroso, barba feita, cabelo cortado a rigor, roupa bem arranjada, porte atlético... Não há qualquer coisa que não está bem? Ok, temos sempre a desculpa dos filhos. Das gravidezes. Mas... num ano não se perde o peso a mais? Perde, sim... O problema é que, para isso, é preciso estarmos com a cabeça no sítio, olharmos para o espelho, e percebermos (e acho que é aqui que reside o problema da maioria das portuguesas) que para cuidarmos da nossa família temos que começar por nós mesmas... E o chocolate onde afogamos as mágoas não é o nosso melhor amigo... É viciante e a maioria das pessoas não se apercebeu ainda que comer também é um vício...
Comparando com uma situação prática, quando se faz um salvamento na água, em que existam barreiras físicas, como por exemplo, junto a um cais, deve-se colocar o corpo da vítima entre nós e esse objecto. À primeira vista, e quando ouvi isto pela primeira vez, poder-se-à pensar «Isso seria do mais egoísta que já ouvi!». Mas, aprofundando, podem-se fazer as contas. Se protegermos a vítima e embatermos nós, podemos morrer nós próprios e a vítima não teria nenhuma vantagem nisso – morreria também. Se colocarmos a vítima, pode ter algumas conseqüências, mas não será certamente por si só uma sentença de morte para os dois. Numa família considero que se passa o mesmo. Cuidamos dos filhos. Trabalhamos fora de casa. Cuidamos da casa, e ainda ouvimos a expressão do «ajudar» (se a casa é dos dois, se os dois trabalham fora dela, porque é que eles «ajudam»? não será dividir o verbo certo? dividir as tarefas domésticas? e já agora, em partes equitativas?) e ainda temos de manter o marido bem arranjado, como oiço da geração anterior? E se, nesta geração, ainda há quem ache que «trazer o marido bem arranjado» é função da mulher, por favor, não mo digam...
Para podermos cuidar dos nossos filhos e ser a mulher que eu considero ser à altura de qualquer homem que o mereça, temos de cuidar primeiro de nós, e acima de tudo, da nossa cabeça. Ser uma mãe calma, ponderada, oportuna, educadora mas não castradora... Uma mulher atenciosa, carinhosa, disponível emocional e fisicamente... Não é fácil, e há que começar pelo que é essencial que esteja equilibrado. Por isso, um conselho de alguém que tinha alguém que nada disto fazia: dêem banho aos miúdos, encham a dispensa sozinhos de vez em quando, levem os miúdos a passear nem que seja para a vossa mais-que-tudo poder tomar um banho em paz, estejam em casa. Porque um dia, ela explode... e podem encontrar as malas à porta... ou a casa vazia...
publicado por Trintona(inha) às 18:15
música: Amor I love you - Marisa Monte
sinto-me: Decidida!

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