Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

27
Nov 08

 

Já me tinha ocorrido antes, mas só há uns dias me consciencializei (será que plenamente?) que a minha herança familiar em relação aos relacionamentos é muito má. Os meus avós não viveram juntos até ao fim dos seus dias... Nem maternos nem paternos... Dos muitos irmãos que o meu pai tinha, nenhum deles teve um casamento feliz.... e actualmente só um se mantém casado. Dos filhos deles, nenhum é actualmente casado... um solteiro e todos os outros divorciados. Do lado materno,  são menos, mas nem por isso mais felizes... E apesar de não haver uma grande proximidade entre mim e elas (são todas mulheres), as notícias que me chegam é que nenhuma é feliz no relacionamento... simplesmente vão arrastando as situações, como outrora eu já fiz.

 

Será que é assim em todas as famílias? Será que existem realmente aqueles velhinhos que viveram toda uma vida ao lado um do outro e se sentem verdadeiramente felizes com essa opção? Na minha família ou nos meus conhecimentos não existem casos desses. Vendo bem as coisas, acho que não conheço um daqueles casais de velhinhos felizes com a vida que levaram...

 

Quando penso neste assunto, fico com muitas dúvidas se é isso que quero para mim. Ser realmente feliz com um homem o resto dos meus dias (de preferência muitos anos)... Será que ainda acredito que isso é possível? Uma vida a dois está longe de ser fácil. Partilha, amor, carinho... Acredito que seja possível mas vivi muito pouco isso para o sentir como o meu passado. E as cedências? Os problemas podem e devem ser encarados como desafios, já sei... Os problemas são vistos como negativos, os desafios são para ser ultrapassados. É uma boa forma de encarar a coisa. Mas... as famílias, a gestão do tempo, a gestão financeira, as divergências de opinião, os problemas com os filhos, o consumismo... tantos os problemas possíveis... Estatísticamente, é mais provável falhar do que acertar!!! :-)

 

E esta perspectiva, vinda de alguém que até há bem pouco tempo nem acreditava que queria voltar a ter uma relação... não está mal, penso eu. Embora ainda seja um longo caminho a percorrer...

 

Beijo!

 

publicado por Trintona(inha) às 20:55
sinto-me: Introspectiva!
música: As Mais Belas Canções de Natal - Toca o Sino

02
Set 08

Quando estou muito tempo sem escrever aqui, tenho o problema de não saber bem por onde começar.

 

Comecemos pelo princípio da semana, pela segunda-feira... Fiquei uma semana duty-free (being a mommy)... Pode parecer uma eternidade, mas o segundo dia já está no fim... E claro, estou de férias...

 

Na segunda fui tomar um café com a criatura que, até agora, que me fez, aí na ordem dos 5%, acreditar que afinal, life after love é possível... Fala português irrepreensivelmente (até me dá baile... lol), inglês, francês... Escreve igualmente bem. Gosta de poesia, de história, das artes em geral. É cavalheiro... pergunta se pode antes de... Mostrou-me que, afinal, a música francesa também se aprecia... Nem a propósito, Madame Bruni... Intelectualmente, e não querendo parecer convencida mas já o sendo, à minha altura, ou mais acima... O que, só por si, é delicioso...

 

Em termos físicos... Eu estava 100% certa no máximo de 1,85... Fica mesmo no ponto... ;-) Giro, magro (pensava eu demais)... Cabelo bem curtinho... Olhos expressivos, castanhos, moreno q.b. Do que pude observar, corpo trabalhado mas natural... Não é peludo (:-D)!!! Mais um ano que eu. Sentido de humor refinado, tal como ele. Levou-me a um sítio lindíssimo, onde me beijou... Ou seja, se esta história tiver algum tipo de progresso, a primeira vez que nos beijámos... Muito bonito. Ainda não perguntei se foi premeditado, mas é bonito na mesma.

 

Um beijo delicioso, terno, meigo, de quem sabe bem que tipo de sensações quer transmitir... Tocá-lo (nada de pornoxaxada, tocar o pescoço, os braços, o tórax...) foi uma experiência como há muito não tinha... Ou talvez nunca, não sei... Agora que cheguei aos 32 entendo o que a classe trintona quer dizer com expressões como «sentidos apurados»... É surreal o tipo de sensações que ele me despertou, sem cariz sexual propriamente dito... Em oposição por exemplo ao vintinho...

 

Cheguei a casa à hora que já algumas pessoas saiam para o trabalho... E que bem sabe... Vamos sair outra vez, não sei o que faça em relação ao que lhe diga sobre a minha vida familiar actual... Já aflorei o assunto mas não falámos abertamente. Ele fala em levar-me a conhecer todos os sítios de que, tão entusiasticamente, fala... Mas não sei se isso significa algo... Para além da vontade de partilhar... Palavras dele...

 

Leio as minhas próprias palavras e penso... é demasiado bom para ser verdade... Onde está o catch? Ele diz ser divorciado... Mas hoje em dia não se pode facilitar... Eu bem sei... E talvez por saber demais é que o meu radar não pára... Como interpretar o telemóvel em silêncio? Pura educação ou algo a esconder... Interpretar estes sinais já não é fácil, para mais com a minha bagagem... Sei que tenho que dar tempo ao tempo, sair uma vez mais, ver se acalmo o meu instinto ou se, pelo contrário, o alarme soa... Como lhe disse... «Quando a esmola é grande, o santo desconfia...»

 

Para ser coerente, vou dar-lhe o nome de uma raça canídea... Wolfhound Irlandês...

pt.wikipedia.org/wiki/Wolfhound_Irland%C3%AAs

 

Beijossssssssssss

 

publicado por Trintona(inha) às 18:53
música: Raphaël - Carla Bruni
sinto-me: Nas nuvens...

12
Ago 08

Hoje recebi uma mensagem que faz pensar um bocado.

 

Uma pessoa que mora do outro lado do planeta, que diz procurar amor on-line.

 

Ok. Ingénua, dirão vocês. Mas talvez não assim tanto.

 

De cada vez que recebo este tipo de mensagens penso "ok, estão à procura de virtual sex". E não digo que este não esteja. Se está, tem uma abordagem muito incomum. Mas presumindo que é sincero no que diz... Vive numa das cidades mais densamente povoadas do mundo e procura o verdadeiro amor na internet?!

 

O que é feito dos bares, das discotecas, dos amigos que apresentam amigos? Procurar sexo até entendo... mas amor? Estaremos assim tão loucos? Moramos num prédio com mais 100 pessoas de quem não sabemos nada... e confessamos a completos estranhos as nossas maiores loucuras... Já para não falar naqueles casos do fulano que teclou tempos infinitos com a mocinha de 18 anos que afinal era um velhote homo de 60...

 

Em relação à minha vida... Rafeiros coleccionam-se... Ou eu os assuto, ou não sei... Labradores... há só um, e não o vejo há duas semanas... Cocker também está de férias... lol... E o meu vintinho... bom, o vintinho voltou à carga, vou tratar do nosso assunto um dia destes... ;-)

 

Estou em countdown para um fim-de-semana prolongado, longe daqui, desta confusão que é Lisboa. Apesar de ser Agosto... parece que este ano a crise afectou muita gente... Sobra para quem fica em Agosto à espera de uma Lisboa vazia...

 

Ah... o blog está quase a atingir as 5000 visitas... :-D

 

Beijos!

 

 

publicado por Trintona(inha) às 23:54
música: I will always love you - Whitney Houston
sinto-me: Expectante!

25
Jun 08

Ao ler um comentário de resposta a um meu num blog que costumo visitar, deparei com qualquer coisa como «quem tem um blog sujeita-se à exposição»...

 

A frase tocou-me, e muito embora não estivesse de acordo com a pessoa sobre outros pontos de vista, este é, obviamente, inegável...

 

Se não fosse para partilhar com outros seres humanos a nossa opinião, as nossas vontades... escreveríamos num diário, com uma caneta, como antigamente... Ou num qualquer pc, usando um editor de texto... Mas milhões de pessoas em todo o mundo escrevem em blogues por isso mesmo... Porque ali encontram um meio óptimo de obterem resposta às suas perguntas, ou talvez os seus 15 minutos de fama...

 

Por exemplo... Hoje obtive um feed-back de um post meu... uma coisa que ficará para sempre... A dicotomia «Rafeiro/Pitbull» na questão do morde-não-morde... é muito bom saber que assim também se poderão construir memórias que ficarão para sempre... E, não, não resisti... Mandei-lhe um MMS... :'-( 

 

Resumindo e concluindo... a exposição também pode ser boa... quando, como na vida, as pessoas «abrem a boca» para dizer coisas agradáveis... para desagradável já basta a vida...

 

Bjs

Trintona

 

 

publicado por Trintona(inha) às 01:00
música: All for love - Bryan Adams
sinto-me:
tags: ,

24
Jun 08

 

Aos 30 anos consegui finalmente guardar um segredo. Um segredo é algo que ninguém mais sabe, a não ser nós. E, em relações amorosas, convém que o outro saiba também... lol

 

Não sabem os meus co-habitantes... Não sabe nenhuma das minhas amigas... Não sabe nenhuma das minhas colegas... Da minha parte, e pela minha boca, ninguém. Confesso que já procurei uma determinada amiga no MSN para lhe contar, tal era a confusão nesta cabeça, mas ela não estava e depois já não fazia sentido.

 

Mas, sendo um segredo, não poder desabafar com ninguém... E logo complicada como é esta história... Qual é o motivo pelo qual nós, os seres humanos, desejamos mais aquilo que não podemos ter?! Cobiça? Despeito? Alguém me explique!

 

Neste momento sou eu que não o consigo tirar da cabeça... Ele também não ajuda... Ladra, ladra, mas não morde! E como eu queria que me mordesse... E depois penso em quantos bichinhos gostariam de me dar uma boa mordidela... Alguns até bem jeitosos... e eu só tenho olhos para aquele rafeiro! Será por isso mesmo? E, outra pergunta... Será que uma mordida só chegava para o tirar da cabeça de uma vez por todas?!

 

Prometo a mim própria que não lhe vou mandar SMS ou MMS... e depois dou por mim a mandar-lhe mails... às vezes tenho resposta... às vezes não... Será que 3 semanas sem o ver vão chegar? Será?

 

publicado por Trintona(inha) às 00:38
sinto-me:
música: Black Eyed Peas - My Humps
tags: , ,

21
Jun 08

 

No decurso de uma conversa com uma amiga, ocorreu-me mais um tema para o blog... Em jeito de conselho mas também de lembrete para mim, para nunca mais cometer este erro.

 

Há pessoas que se habituaram a obter o que querem na vida vitimizando-se. Ora, isto nas relações amorosas também funciona... Pelo menos do lado que eu conheço, o feminino, funciona. O menino chega, diz que foi muito infeliz nas escolhas de vida, que os pais foram maus, as ex-namoradas ou ex-mulheres eram umas megeras... E nós começamos a sentir pena, deixamo-lo aproximar-se porque gostávamos de o poder ajudar... E daí até acharmos que podemos ser nós a fazê-lo feliz é um pulinho...

 

Só que uma relação assente na premissa da pena e de apenas fazermos o outro feliz, na minha opinião, está condenada ao fracasso desde o início...

 

Não pretendo ter a receita para um relacionamento feliz (bem gostava), mas parece-me que este é mesmo um mau ponto de partida... Alguém discorda/concorda?

 

 

Bjs

 

Trintona

 

publicado por Trintona(inha) às 20:56
música: da weasel - mundos mudos
sinto-me:
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