Considero-me uma trintona média, logo, representativa da Classe... mas posso estar enganada...

05
Ago 08

 

Estava a pensar num episódio de hoje à tarde, quando um amigo me disse que estava "mais ou menos"... Eu brinco com a situação, digo que só a morte não tem remédio e que as mulheres não merecem tanto desalento. Nem os homens. Mas penso mesmo assim. Há uma data de frases boas, sabedoria popular, acerca disto: "Há muito peixe no mar", "Os homens são como os comboios, perde-se um, apanha-se outro" e, last but not least, "não há fome que não dê em fartura"...

 

Claro que a vida não é justa, e se, para alguns, a escolha é vasta, outros terão que adequar o seu grau de exigência. Pena é que, na maioria das vezes, (quase) tudo seja julgado pelo seu exterior, quando é o interior que mais interessa.

 

Devia de haver uma base de dados onde se pudesse introduzir um nome e nos dessem a avaliação da pessoa em vários parâmetros. Grau de inteligência de uma forma comum, de inteligência emocional, de egoísmo, de sentido de humor, de meiguice (não me ocorre palavra melhor), de generosidade, de lealdade, de sentido de humor, de maneiras... Sei lá... Tantos parâmetros se podiam pôr... E claro, se pudermos ter um interior belo e um exterior aprazível...

 

Muito exigente? Talvez. Mas acho que o posso ser. Acho que quero qualquer coisa equivalente ao que ofereço. Por isso não acho que seja pedir demais. E tenho tempo para esperar... E isso faz-me lembrar outro pensamento «se ainda não encontraste o homem certo... diverte-te com os errados»!!!

 

Mas, tentando terminar a minha linha de pensamento, dou forças aos outros quando muito boa gente se atiraria para cima da cama a chorar... Mas eu vejo sempre o copo meio cheio e não vejo motivos para me deprimir... Talvez um dia as minhas forças se sumam e alguém me "abata"... Nessa altura espero que algum amigo ofereça um peito e uns braços fortes onde eu possa retemperar forças e sentir finalmente os benefícios de um protector...

 

Para terminar, hoje é que fui mesmo ao cinema. Sozinha. Porque também continuo a pensar que «antes só que mal acompanhada»...

publicado por Trintona(inha) às 22:56
música: Goo Goo Dolls (City Of Angels OST) - Iris
sinto-me: Pensativa...

20
Jul 08

 

Bom, onde há fumo, há fogo.
Quando se diz que uma mulher de trinta ou mais e um homem de vinte é explosivo, parece que é verdade... O que lhes pode faltar em experiência e know-how pode ser perfeitamente compensado com performance e vontade de aprender...
 Bom, como já deu para perceber, uma das minhas saídas correu muito, muito bem... O vintinho era muito giro, apetecível... Sem conversa da treta, sem confusões, sem compromissos, sem complicações... Isto já parece o anúncio do Pingo Doce! Mas é mesmo assim. Penso que uma das vantagens desta faixa etária é mesmo essa. Um quarentão, por exemplo, ou é casado, ou é divorciado, ou solteirão... Ou está cheio de vícios, postos pelas ex-namoradas, pelas ex-mulheres ou pelas mamãs... Um vintinho está interessado na experiência e nada mais. A parte física correu muito bem, para já fiquei satisfeita (não, não estou a falar da parte sexual propriamente dita), mas será que, a longo prazo, é isto que quero?
Penso que não. Preciso de alguém que me saiba cortejar, alguém que saiba o que é dirty talk e que saiba aplicá-la na altura certa, com as frases certas (que isto não se ensina...), alguém que, quando me abraça, sinto que me protege contra tudo e todos. Mas depois, é precisamente esse tipo de homem que está comigo e com mais duas ou três ao mesmo tempo... E eu prometo a mim própria não ser assim, não ser leal a quem não o é para comigo, mas o primeiro pensamento é de, imaginando-me com alguém, pôr todos os outros de parte...
Porque é que eu sou assim? Será que não há homens interessantes e leais? É uma pergunta meramente retórica... Tenho 31 anos (quase 32 :-D). Mesmo que consideremos que só comecei a namorar aos 14, o que nem é bem verdade, são 17 a conhecer o sexo oposto. 17 anos de um conhecer homens (não todos por experiência própria, claro...) e todos eles não desperdiçam uma oportunidade. Isto quando não a procuram activamente...
Não sei que escolhas vou fazer no futuro. Se vou alguma vez sentir a necessidade de "estabilidade" pela qual muitas mulheres fecham os olhos ao que os maridos fazem. Para já não. Não estou disposta a ceder esse meu sossego. Não sei se encontrarei algum dia um homem que me agrade e que aceite, de bom grado, o que tenho para oferecer. Às vezes, penso que é pouco. Às vezes penso que, para alguns, é ouro sobre azul. Não sei. Ainda não encontrei o homem cujo perfil me faz desejar saber se lhe chega.
Continuo sem o número do Labrador. O favor deu azo a uma longa conversa, mas não se proporcionou troca de números. Soube mais alguns pormenores que mais me aguçaram o apetite. Se chegar a ser, é para ir com calma. Tem 43 anos, faz 44 vinte dias antes de mim... Casa própria, longe dos pais... Dá-me a sensação que está interessado, mas talvez não me queira afugentar... Afinal sempre tem mais 12 anos que eu... (Não, Miguel, gay não é, isso acho que eu conseguia detectar...) E claro, quando lá vou, estou sempre rodeada dos meus filhos, com a minha mãe...
O Rafeiro2 fez-me um convite, que não vou aceitar. O Rafeiro1 voltou a não dizer nada, um dia destes lembra-se, não sei se julga que estou à espera dele. Sinceramente, nem quero saber...
A minha amiga do peito (bom, dos dois...) voltou a sugerir um encontro. Se, por um lado, sinto curiosidade, por outro fico a imaginar o momento e penso que, a certa altura, vou sentir falta de qualquer coisa (não posso nomear, senão caio na pornoxaxada :-P)... Tive vontade de lhe perguntar se ela não sente, mas achei que seria muito atrevido. Talvez ainda esclareça essa minha dúvida.
O meu local de trabalho continua um deserto em termos de homens interessantes. Pode ser que, na próxima semana, a vida me reserve algumas surpresas...
Beijos
Trintinha
 
 
publicado por Trintona(inha) às 21:25
música: Pedro Abrunhosa - Eu estou aqui
sinto-me: Bem

06
Jul 08

Bom... a seguir à lista de defeitos, parece-me lógico escrever sobre as virtudes. Mas não o vou fazer. Seria ser certinha e hoje não me apetece ser certinha. Apetece-me partir a loiça toda. Mas não posso. Depois tinha que ir comprar loiça nova, e a coisa não tá para brincadeiras.

 

Então, vou escrever sobre o que quero da vida, em termos afectivos, neste preciso momento. Digo neste preciso momento porque tenho consciência que, a qualquer momento, pode acontecer alguma coisa que me faz mudar de opinião. E quero escrever sobre isso porque tenho as ideias todas na cabeça, mas escrevê-las ajuda-me a organizá-las... E a esclarecer algumas coisas... Para além de que pode sempre ser uma boa «cábula» para dúvidas futuras...

 

Por motivos diversos, não quero viver com ninguém. Até consigo, com algum cepticismo, sempre, imaginar-me a apaixonar-me, querer uma relação mais séria com alguém... Mas não consigo imaginar voltar a viver com alguém. Uma relação supostamente monogâmica (esta parte é a que mais me custa a acreditar novamente), em que eu vivo na minha casa e ele vive na dele... até consigo. Mais que isso não.

 

Mas depois surgem os problemas, nomeadamente de tempo. Trabalho. Tenho 2 filhos pequenos. Não quero nunca mais prescindir dos meus amigos ou do tempo a sós. O que sobra para um eventual namorado? E, se pensarmos que não quero que os meus filhos conheçam n namorados meus... Bom, vejo o futuro muito negro... lol

 

Antes de tudo isto... Onde se conhecem moçoilos dignos... Interessantes, sexy's, não-falidos, numa faixa etária já não muito restritiva (sim, que já me convenceram a alargar os horizontes... os mais novos têm mais vigor e os meis velhos têm mais experiência, saberão melhor como tratar uma mulher :-D)... No meu trabalho não é certamente. No yoga? Demasiado cotas. Numa discoteca? Não me parece... Sinto que o que lá se procura é apenas sexo... O que também não está mal, para determinadas alturas. Mas não só sobre o que estou a falar. Até porque como me dizia o Concorde um dia destes, para o sexo ser bom tem que haver, pelo menos, um pequeno conhecimento prévio... Talvez através de amigos comuns me safe... Ou talvez no desporto da minha filha... :-)))

 

Sempre fui forte e independente. Acredito que tenha sido umas das razões pelas quais o meu relacionamento não funcionou, entre muitas outras. Nunca permiti depender de outra pessoa, seja para tratar de um assunto burocrático, instalar um candeeiro ou abrir um frasco de compota... Talvez tenha chegado a hora de compreender o que dizia a Oprah num destees programas... Às vezes também é preciso deixá-los abrir os frascos... Embora esta perspectiva de me fazer de frágil e indefesa me faça muita confusão, sinto vontade de me deixar proteger... A imagem de um homem com uma caixa torácica e uns braços largos me abraçar e eu me sentir protegida agrada-me bastante. E nunca senti necesidade disso... Já agora, que me faça umas surpresas... Tipo mandar-me um SMS a dizer «Está pronta a x hora, vamos a um sítio especial»... Me vá buscar à porta, um carro bonito, ele bem elegante, e me leve, escolha o sítio por mim... Depois que me leve a ver o mar, as estrelas... E depois pode levar-me a ver as estrelas de outra forma, claro...

 

Bom, chega de sonhar acordada...

 

Tenho que sair... Talvez logo possa completar o post...

 

Bjs

Trintinha

 

 

 

publicado por Trintona(inha) às 14:04
sinto-me: Um pouco esperançada
música: The Gift - Fácil de entender

01
Jul 08

Hoje tentei utilizar o LifeBlog do Nokia, mas ainda não correu bem... Tentei porque durante todo o dia me lembro de mil assuntos sobre os quais gostaria de escrever, mas depois, sentada aqui, esqueço-me de todos... Se isto é assim aos 31 anos, se eu chegar aos 61, não quero ver...

 

Ao volante do carro costumam surgir muitas ideias... Quando eu era muito nova (que agora ainda não sou velha), costumava dizer que não entendia porque fazíamos tanto alarido sobre a (in)fidelidade... Afinal, os humanos são dos poucos supostamente monogâmicos...

 

"Diz o professor David Macdonald, autor de um tratado sobre o assunto, que monogamy is not common in mammals. Os mamíferos constituem uma classe de aproximadamente 4.070 espécies, 1.000 gêneros, 135 famílias, 18 ordens e duas subclasses. Dessas 4.070 espécies, Macdonald cita duas dúzias sabidamente monogâmicas: mangustos, texugos, rinocerontes, antílopes dik-dik, dugongos e alguns macacos do Novo Mundo."

in: http://www.revistaencontro.com.br/novembro04/cronista_eduardoalmreis.asp

 

Todos os outros querem é a continuação da espécie e o resto é conversa! E, vendo bem as coisas, parece que, para muitos humanos, a coisa não é assim tão diferente! Os homens, grande maioria, parece que só querem espalhar a sementinha... E parece que  maior parte das mulheres acaba por escolher o parceiro com vista à escolha dos melhores genes para passar à prole... Altos para que os rebentos sejam o mais alto possível (não me perguntem para quê...), com caixas torácicas bem desenvolvidas e braços bem musculados, robustos, para melhor nos protegerem... Por mim falo...

 

E por falar nisso... Para que um dia possa comparar o «wish» com o «have»... Vou aqui fazer, em jeito de lembrete, uma lista do que gosto (/exijo) num homem...

 

1. Alto - como eu tenho 1,60... entre o 1,75 e o 1,85 é o ideal... Mais alto é muito, sinto-me uma anã... Menos não me atrai...

2. Inteligente (o alto só veio primeiro porque estava na linha de pensamento... aliás, a ordem é completamente arbitrária...)... falar com alguém, homem ou mulher, burro, é desesperante... quanto mais aturá-los mais tempo!

3. Sexy... isto inclui bonito, charmoso, corpo bonito, cuidado... acho que a definição de sexy é muito pessoal...

4. Que não me diga frases tipo «se eu tivesse dinheiro»... se não tem, não fale disso... se tem óptimo, mas também ninguém gosta de exibicionismo...

5. Que escreva e fale português correctamente... e já agora... sei que pode parecer arrogante, mas que saiba, pelo menos, inglês também... Quem não sabe o que é estar a ouvir uma canção super romântica, pegar na mão da suposta alma-gémea e ela olhar para nós e perguntar «O que é?»... que atire a primeira pedra!

6. Cheiroso... como eu costumava dizer nos meus tempos áureos... até pode ser... hum... feínho... mas se for cheiroso... ganha uns pontos...

7. Se não for pedir muito, que trabalhe de fato... ;-) Isso é que era a cereja no topo do bolo!!!

8. Bom, este já está gasto, mas possuir um sentido de humor... normal... não peço que seja um Ricardo Araújo Pereira (hum... é casado e deve ser alto demais, de resto... lol)...

9. Se ao estarem com uma mulher estão a esconder a outra, pelo menos não dêem bandeira... Vão perder muitos pontos com a que se apercebe... e se a outra sabe... vão perder muito mais...

10. Com casa própria... se tiverem 30 anos ou +... viver com os pais depois dos 30... preciso explicar? Com a mulher não é uma boa opção (para mim)... Ter um cantinho próprio é sempre um charme extra... talvez seja uma grande exigência, mas depois dos 30... e isto reporta directamente à questão do poder económico, que fomos educados a não falar sobre... mas é muito importante... «Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!»

11. Não querer viver comigo... Já chegou. Ponto final.

 

E já me lembrei de uma data de outros assuntos, mas ficam para outro dia... Hoje já não estou com vontade...

 

Bjs

Trintona(inha)

 

 

publicado por Trintona(inha) às 21:31
sinto-me: Alegre e triste ao mesmo tempo
música: After tonight - UB40

18
Jun 08

Ora bem... Este assunto em que me meto hoje é complexo, logo à partida, porque o que uma trintona procura num homem (ou noutra mulher...) é bem diferente consoante o que dele/a se pretende...

 

Se apenas se procura uma noite bem agitada... talvez o mais importante seja mesmo um click de atracção que, penso, tem de haver para todas. Para mim, dou importância ao aspecto, ao saber estar, falar e ouvir... Não posso dizer moreno/loiro, gordo/magro... tudo isso depende... se calhar é bem mais importante o sex-appeal ou o charme...

 

Se o que se procura é algo mais - e parece-me necessário frizar aqui que nem todas as mulheres de trinta procuram casamento, ou sequer namorado, tal como eu o entendo, pois parece que ultimamente toda a gente que sabe da minha situação me quer arranjar um dos dois - parece-me essencial o tal click, mas mais... inteligência, sentido de humor refinado, dominar pelo menos o português e o inglês (ai, que exigente sou, dirão vocês...), ter dois ou três tostões no bolso para não se ouvir a frase «se tivesse dinheiro ia ter contigo» ou «levava-te a tal sítio», ser sempre verdadeiro (aqui está uma das mais-valias de uma trintona representativa da classe... já ouviu tantas mentiras que o radar está mais apurado), ser bom na cama (fora dela, em todo o lado que surja!) e (vem aí a pior) ser alto. Mais alto do que eu, pelo menos 10 cm. Qualquer coisa abaixo disso não tem piada.

 

Já sei... Peço coisas estranhíssimas, mas não faz mal. Já há muito tempo que sei que não existem nem príncipes encantados nem pessoas perfeitas. E como digo, não procuro ninguém para casar, dividir casa ou sequer namorar... Apaixonar-me e ser retribuída no que posso dar já me chegava... Mas até isso parece impossível neste momento...

 

Bjs

Trintona

publicado por Trintona(inha) às 22:24
música: La tortura - Shakira
sinto-me:

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